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Anima Mundi

A Melhor Direção de Arte do Anima Mundi 2009 foi para French Roast, um incrível curta que encantou muita gente por aqui! Ele foi dirigido e escrito pelo francês Fabrice O. Joubert, um super animador especializado em stop motion e animação por computação. Segundo ele, a ideia do filme veio quando estava viajando e se sentiu nostálgico pensando em Paris. É isso mesmo, o filme se passa na cidade luz!

French roast

A música foi feita por Olivier Lliboutry, com um grupo de músicos, Lorène, que cantou, e Jean Taxis, engenheiro de som!

A história é bem simples: um empresário está prestes a pagar sua conta em um chique café parisiense, quando percebe que perdeu sua carteira! O que você faria em uma situação dessas? Ele decide pedir mais e mais cafés, mas isso não pode acabar bem, não é mesmo? Sem nenhuma fala, o filme é todo contado pela animação e pela música. Então vamos lá, temos muito o que te falar sobre a produção!

Olha que curioso: o filme foi produzido no Pumpkin Studio, mas, no começo, quando Fabrice ainda estava procurando por uma produtora para financiar o curta, ele trabalhou com um grupo de alunos da Ecole Georges Méliès. Que sorte deles! Puderam trabalhar com um animador super renomado e, com certeza, aprenderam muita coisa.

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O desenvolvimento de French Roast levou 6 meses e, depois, foi preciso mais 1 ano de produção com a equipe de 65 membros do Pumpkin Studio

Em uma entrevista ao Character Design, o diretor falou um pouco sobre seus objetivos para visual do filme:

Eu realmente queria um visual estilizado. Eu amo animação porque ela te dá a liberdade para criar personagens e ambientes que não existem na realidade e, depois, para torná-los convincentes para a audiência. Realismo nunca foi um objetivo na criação do visual do filme… pelo contrário”.

O que temos para te contar vai animar muito o seu dia: Fabrice criou um blog para explicar um pouquinho da sua produção! Assim, a gente pode ver o que está por trás da animação que vemos na tela. Ele contou, por exemplo, que seguiu, no desigin de personagem, uma receita muito eficiente: primeiro vêm os ingredientes, ou seja, a pré produção. Depois, a preparação, que inclui modelagem, rigging e animação, até que chega a hora de cozinhar, ou seja, o rendering. Então, falta só a integração e a composição!

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Esse são alguns dos modelos iniciais de Gaspard!

 

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Esse já é o modelo sendo transformado para 3D!

 

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No rigging, os modelos são alinhados em um sistema de articulações, para que seus movimentos sejam controlados pelos animadores.

 

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Essa é uma etapa da texturização!

Que tal falarmos um pouco do que a gente mais entende? Animação, é claro! Com um boneco 3D pronto para atuar, começa o processo animado. Mas, antes disso, o próprio animador tem que virar ator, sabia? A animação dá muito mais certo se alguém interpretar o personagem, para que se experimentam as possibilidades de atuação e movimento. Assim, o boneco fica mais convincente e a ação, mais natural. Além do mais, é um ótimo jeito de explorar ideias engraçadas para a história!

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No blog, você pode ver um vídeo da atuação de Fabrice!

O curta, como você já deve ter percebido, ficou sensacional! Para conseguir esse resultado, Fabrice contou com colaborações muito especias: Nicolas Marlet fez os designs dos personagens principais, Aurélie Blard-Quintard, mulher de Fabrice, trabalhou em alguns personagens secundários, Louis Tardivier contribuiu para os ambientes e Julien Georgel fez uma pintural digital para os sets em 3D. Eles usaram uma técnica super bacana para projetar as pinturas 2D diretamente no modelo 3D do set, chamada camera mapping. Assim, conseguiram preservar o visual estilizado que queriam!

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Para capturar a atmosfera parisiense dos anos 60, a equipe buscou inspiração em Robert Doisneau, Henri Cartier-Bresson e Willy Ronis!

Adivinha só: nós não fomos os únicos impressionados pelo resultado final! Olha o que Fabrice disse:

Na verdade, excedeu minhas expectativas… Na realidade, estabelecer o visual de French Roast levou mais de um ano. Eu tinha uma ideia muito boa do que eu queria, mas tenho que tizer que sempre tentei deixar algum espaço para os artistas trazerem alguma coisa para o aspecto visual do filme”.

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Fabrice disse que eles não precisaram fazer milhares de versões de design dos personagens. Segundo ele, Nicolas gosta de trabalhar a partir de uma ideia para explorar as possibilidades de formas e texturas.

E, de tão bom que foi, French Roast ganhou 12 importantíssimos prêmios, além de ter sido nominado para Melhor Curta Animada, no Óscar! Não esperávamos nada menos de Fabrice. O cara animou na DreamWorks por quase dez anos, participando de produções como O Príncipe do Egito, O Caminho para El Dorado e Wallace e Gromit. E olha qual foi seu último trabalho: Meu Malvado Favorito 2! Podemos esperar mais grandes coisas dele, você não acha?

 

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