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A mudança de casa do ANIMA MUNDI nesta 21ª edição movimentou toda a equipe do festival. Desde o fim de 2012, muita gente se envolveu no trabalho de pesquisa para encontrar o espaço ideal que permitisse concentrar todas as atividades em um só lugar. Repetindo a parceria do ano passado, o cenógrafo e artista plástico Sérgio Marimba é o responsável por levar nosso universo para dentro da Fundição Progresso, que abre as portas oficialmente no dia 2 de agosto para o nosso encontro!

Fundição Progresso a todo vapor para receber o Anima Mundi!

Repetindo a parceria do ano passado, o cenógrafo e artista plástico Sérgio Marimba é o responsável por levar nosso universo para dentro da Fundição Progresso

Com suas criações em ferro, Sérgio Marimba transita pelos palcos de shows, teatro e grandes eventos como o ANIMA MUNDI

Este ano o artista se inspirou na identidade visual criada pelo animador argentino Juan Pablo Zaramella. “A Fundição é um espaço de arquitetura muito marcante, o que torna o trabalho mais complexo. O interessante é conseguirmos usar isso a nosso favor”, diz Marimba, que junto a sua equipe de 20 pessoas construiu uma enorme película de filme para percorrer os corredores do festival, conectando as atividades que vão rolar por lá.

Sensível à identidade visual do artista hermano, Marimba trouxe a ideia de pendurar centenas de nuvens brancas na Fundição. “A ideia é dar leveza e esconder um pouco o teto, criando um espaço mais aconchegante para o público. Além disso, elas vão servir como rebatedores de luz”, conta, revelando sincronia com o trabalho dos iluminadores.

Sensível à identidade visual do artista hermano, Marimba também teve a ideia de pendurar centenas de nuvens brancas na Fundição

Últimos preparativos: nuvens recebem pintura antes da montagem na Fundição Progresso

Marimba, que há três meses torce e retorce as cinco toneladas de ferro que vão compor o cenário na Lapa, começou a carreira artística no carnaval carioca. Mas antes disso, como não pôde fazer a faculdade de arquitetura que queria, resolveu aprender a teoria na prática mesmo. “Quando eu comecei a criar, já dominava a construção e sabia o que cada matéria-prima poderia me oferecer”, conta o artista, comparando seu trabalho ao de um fotógrafo de hoje em dia, que mesmo com todo o aparato digital, ainda domina os processos analógicos.

Autodidata em uma época em que cursos e escolas de cenografia eram raros, acabou se metendo no meio de montagens de teatro

Equipe de 20 pessoas auxilia Marimba em seu ateliê, onde 5 toneladas de ferro vão virar cenário para o ANIMA MUNDI

Autodidata em uma época em que cursos e escolas de cenografia eram raros, acabou se metendo no meio de montagens de teatro. Pegou gosto pela criação de cenas, fosse no palco ou na passarela, que no caso, foi a do samba. Trabalhou na construção de alegorias para Estácio de Sá, Mocidade e Mangueira. Nas escolas, conseguiu levar sua identidade com estruturas metálicas, que substituíam o excesso de madeira nos carros, dando mais leveza e criando novas possibilidades visuais, mas não todas que queria. “O carnaval tem muitos obstáculos que impedem as escolas de comprarem ideias diferentes”, confessa.

E foi dentro de seu ateliê, um casarão localizado no Rio Comprido, zona norte do Rio de Janeiro, que Marimba conseguiu dar a sua cara ao trabalho

Estruturas de ferro marcam o trabalho de Marimba, que começou a carreira no carnaval carioca

E foi dentro de seu ateliê, um casarão localizado no Rio Comprido, zona norte do Rio de Janeiro, que Marimba conseguiu dar a sua cara ao trabalho. De lá saem criações para shows, peças e exposições, como a sua última, “Lembranças Perdidas”. Nela Marimba reúne fotografias antigas impressas em metal corroído, representando o que um dia constituiu a história de alguém e foi deixado para trás.

 

Trabalhou na construção de alegorias para Estácio de Sá, Mocidade e Mangueira

Cinco toneladas de ferro foram usadas para construir todo o cenário, inspirado na arte de Juan Pablo Zaramella

“O ferro foi a matéria-prima que mais me permitiu trabalhar essa passagem do tempo”, explica o artista. Religioso e devoto de São Jorge, Marimba vê na relação entre o ferro e o tempo a simbologia para sua própria vida. “Nasci no subúrbio do Rio e não pude deixar de trabalhar para estudar. Tudo o que consegui aprender foi forjado no trabalho, assim como faço com o ferro hoje”.

Agora é só chegar pra conferir o resultado de todo esse trabalho. Tá ficando lindo! =D

ANIMA MUNDI 2013

Rio de Janeiro
De 2 a 11 de agosto

Fundição Progresso

Sala 1 – 880 lugares | Sala 2 – 233 lugares | Sala 3 – 108 lugares

Rua dos Arcos, 24 – Centro

Horário de funcionamento: 10h às 21h

Ingresso: R$ 10,00 (meia entrada: R$ 5,00)