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Anima Mundi

Foi anunciado o quarto filme da sequência de Toy Story! Ele vai ser lançado em junho de 2017 e já está deixando muitos animaníacos ansiosos. Achamos que dá para esperar grandes coisas do novo filme, já que todos os outros trouxeram muita inovação para o mundo animado! Que tal a gente te contar um pouco mais das superações que os longas alcançaram? Assim, quem sabe dá para prever o que vem por aí?

Toy Story

No filme, os personagens principais são brinquedos de um menininho chamado Andy

Em 1995, foi lançado o primeiro Toy Story, que revolucionou a indústria de animação. O filme, produzido pela Pixar e distribuído pela Walt Disney Pictures, foi o primeiro longa-metragem animado totalmente digital, tendo sido criado, todo, usando computação gráfica 3D. Dá pra acreditar? Não é pouca coisa!

Além disso, Toy Story foi o primeiro filme da Pixar! Na época, Ed Catmull, presidente da companhia, disse que, secretamente, eles esperavam produzir um filme muito bom, mas, como eram modestos, tentavam não ter muitas expectativas. Só que ficou tão bacana que, mesmo antes de ouvirem as críticas oficiais, eles já sentiam que tinham feito algo especial.

Toy Story foi realmente um grande marco para a animação! Ele era diferente de outros longas animados devido às ferramentas 3D, além de de ter personagens humanos, de brinquedo e animais, somando um total de 76, e uma variedade enorme de sets e ambientes, quase como em um filme de live action. O longa tem, aproximadamente, 1.700 tomadas, todas modeladas, animadas, texturizadas, sombreadas e iluminadas de um jeito inovador!

Mas existe uma polêmica quando ao filme, sabia? A animação brasileira Cassiopéia, lançada em abril de 1996, foi feita toda em computação gráfica também. A questão é que tem muita gente que a considera o primeiro filme totalmente digital. Essas pessoas dizem que, como a Pixar criou moldes em argila para a cabeça de alguns personagens, o longa não é inteiramente digital. Seja como for, as duas animações são super importantes para essa nova era animada, não é mesmo?

Cassiopéia

O animador do filme foi Clóvis Vieira, que contou com uma equipe de 3 diretores de animação e 11 animadores!

A superação que Toy Story 2 trouxe está no tempo da produção. O filme começou a ser feito sem a Pixar, já que quase toda a equipe estava ocupada com Vida de Inseto. Quando a Pixar finalmente entrou na história, o time ficou insatisfeito com a qualidade. Em um fim de semana, a equipe refez o enredo todo! Normalmente, os longas do estúdio demoram anos para ficarem prontos, mas a data de lançamento de Toy Story 2 não podia ser alterada, então eles tiveram que fazer tudo em nove meses. Que desafio!

Apesar de aproveitar bastante coisa do primeiro Toy Story, a equipe atualizou e melhorou muito os modelos de personagens, criou novos ambientes e fez um ótimo uso da nova tecnologia! Eles puderam fazer movimentos de câmera bem mais complexos, sabia? Uma cena impressionante em termos de animação é a que Woody é colocado no topo de uma prateleira, cheia de poeira. Acredite, animar poeira não era nada fácil! Mas, com muita experimentação, eles conseguiram fazer mais de duas milhões de partículas!

Agora vamos a Toy Story 3! Todo mundo curtiu? Depois de muito caminho andado pela Pixar, esse foi o 11º longa animado do estúdio. Segundo Darla Anderson, produtora do filme, a companhia sempre busca um envolvimento emocional de quem está do outro lado da tela, mais relacionado à história e ao storytelling do que aos efeitos especiais.

Nós esperamos que você note [os efeitos] talvez na quinta vez que você assista… mas, na maior parte das vezes, nós só queremos te entreter e te envolver”.

Mais uma vez, a Pixar teve que resolver um problema específico de animação, que poderia ser considerado quase impossível! Tem uma cena super complexa na qual os personagens usam um cinto para entrar em uma unidade de processamento de lixo (que aventura, né?). A questão é que milhares de pequenos pedaços de lixo tinham que estar se movendo em direção a um forno gigante. A equipe conseguiu fazer os mínimos detalhes desses pedaços, e são realmente milhares deles! É quase como se fosse live action, super complexo!

A Pixar não tinha os fundos nem o tempo de animar a sequência manualmente, então eles tiveram, literalmente, que inventar um jeito de fazer isso usando computador, sem esquecer que os milhares de pedaços mínimos tinham que parecer realísticos. Eles fizeram tudo de um jeito tão impressionante, que nós realmente nos sentimos dentro da cena!

Nas palavras de Anderson,

eu acho que nos superar está tão penetrado na nosso cultura que nós não estamos nem conscientes disso. O antigo dizer que sempre tivemos, que a arte inspira a tecnologia e a tecnologia inspira a arte, é verdade…” 

Depois de tudo isso, já dá para esperar grandes coisas do quarto filme, não é? Que ele traga muita inovação para o mundo animado!

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