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Anima Mundi

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Já são 24 anos da nossa história. E durante esse tempo muita coisa aconteceu: revelamos muitos talentos, comemoramos muitas vitórias e, ainda, vários artistas contribuíram com nossa identidade. Mas o símbolo que representa o Anima Mundi desde 1994, segunda edição do festival, é o nosso logotipo. Ele foi criado pelo diretor de arte e caricaturista André Hippert.  E a gente conversou com ele para saber um pouco mais dessa história. Confira a entrevista abaixo:

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– Conte um pouco da sua carreira como diretor de arte e caricaturista. Como começou? 

Tudo começou na infância, retratando amigos e professores. Quando cheguei na idade de decidir o que fazer, optei por cursar Belas Artes. Minha primeira experiência profissional foi no extinto JB (Jornal do Brasil). Fazia a charge esportiva. Fiquei por dois meses e logo que saí, ganhei o meu primeiro salão de humor com uma caricatura da roqueira Nina Hagen, que havia feito muito sucesso no primeiro Rock in Rio. Depois fui para O Globo onde trabalhei durante 8 anos, chegando ao cargo de coordenador de Arte, onde comandei a implantação do sistema digital no departamento. Para tal fiz cursos no Poynter Institute for Media Studies, e daí acendeu em mim o prazer pela direção de arte e pela infografia. Em 1995 resolvi aceitar o convite para assumir a Editoria de Arte do jornal O DIA, um veículo que à época estava em plena ascensão. Durante esse período, conquistei 5 prêmios Esso, 40 da SND (Society for News Design) e mais alguns salões de humor, além de ter trabalhos publicados na Folha de SP, nas revistas Exame, Playboy, Veja Rio, Placar, entre outras.

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– Como você recebeu o convite para criar a logo do Anima Mundi?

Bem, eu sou muito amigo do Aroeira e da Aida Queiroz (uma das nossas diretoras).. Eles precisavam de um designer que também fosse ilustrador, daí lembraram direto de mim. Eu fiz o catálogo e o logo da Mostra.

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– Você se lembra do briefing?

Acho que foi lá em casa, senão me engano, eram várias pessoas envolvidas, Aída, Marcos, Cesar (diretores do Anima Mundi), Aroeira. Cada um dando um palpite e a ideia era que a coisa passasse a ideia de movimento. Acabou sendo uma criação coletiva.

– Qual foi sua inspiração para chegar ao resultado que vemos hoje?

Eu pesquisei nos livros, acho que usei rabiscos da turma. O fato é que os movimentos do bonequinho são os posicionamentos básicos de uma corrida animada. O legal de tudo é que o bonequinho correndo ao redor do mundo está ‘vivo’ até hoje. É uma marca muito forte, que já foi reinterpretada várias vezes, mas sempre manteve a sua essência original.

– Você acompanha as artes criadas por animadores todos os anos para o Festival? Lembra de alguma releitura que mais te chamou atenção?

Não sei destacar um específico e nem gostaria, são tantas interpretações tão bacanas, de grandes artistas de algo que foi criado por mim lá atrás, quase uma ação entre amigos. É motivo de muito orgulho para mim.

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