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Novidade importantíssima para o mercado de animação: o edital de Cinema do BNDES agora contempla curtas de animação. No total, o banco vai oferece R$15 milhões para a industria cinematográfica em recursos não reembolsáveis. Nesta seleção, cinco curtas receberão R$ 200 mil cada.

O Anima Mundi prestou consultoria para a inserção de curtas no edital, reivindicação que era feita pelo mercado e, também, pela Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA) há muito tempo. Os curtas são porta de entrada para muitos animadores no mercado. Além disso, possibilitam dar visibilidade para novos talentos.

De acordo com o animador Marcelo Marão, a base do seu trabalho desde sempre foram os curtas. “Aprendi sobre animação vendo e fazendo curtas. Mais do que séries de TV ou longas, o ponto alto da qualidade mundial de animação está no formato curta-metragem, que viabiliza e possibilita incontáveis investigações e experimentações em múltiplas instâncias – que podem ser estéticas, técnicas, narrativas, sonoras ou até mesmo logísticas na estrutura da formação da equipe, distribuição de funções e verba, cálculos de cronograma ou orçamento”. 

Para Marão, foi por meio da produção de curtas que muitos animadores se formaram no Brasil, antes mesmo de existirem escolas de animação. “O curta é crucial para a qualidade, saúde, originalidade e força das animações produzidas em qualquer país”. 

Marcos Magalhães, diretor do Anima Mundi, disse que os curtas que fez foram sua escola de animação e principal produto artístico. “Isso acontece com muitos animadores influentes na arte e no mercado. Por isso o Anima Mundi sempre destacou o curta-metragem como o seu formato central. É muito importante que existam oportunidades como este edital para que continuem a ser produzidos filmes com qualidade, originalidade e diversidade”.

Já para Andres Lieban, diretor da séria “Meu Amigãozão”, o curta é mais que um trampolim para outros formato. “Ele é em si uma obra completa. Desafia o realizador a contar histórias curtas, que é um modelo cada vez mais consumido num mundo onde as plataformas estão se customizando para o usuário”.

Ele ressaltou ainda a autonomia que um realizador tem para fazer suas escolhas criativas em um curta, o que não existe em grandes produções. “Esse caráter de laboratório é um ingrediente essencial pra desenvolver a autoconfiança de iniciantes ou veteranos e uma consciência sobre o que produz. É isso que promoverá as novas vanguardas, com estéticas e narrativas únicas, sólidas”.

Sobre a novidade no edital do BNDES, Andres disse que veio em um momento importante. “O mercardo  vem em um momento onde essa produção estava enfrentando uma longa lacuna de fomento, e é um ponto de partida para que as produções de amanhã não fiquem ocas de conteúdo. Um exemplo a ser seguido”.

Cesar Cabral, também da ABCAm disse que a ampliação do apoio à animação brasileira pelo BNDES vai de encontro com a grande do mercado luta pela importância na formação do animador. “O Brasil vem se destacando no mercado nacional e internacional pela suas qualidades autorais e não apenas pelas suas capacidades técnicas. O curta-metragem, além de todo potencial que o formato em si comporta, também pode e deve ser visto como investimento em pesquisa dentro de uma indústria em formação, seja através da linguagem, formação técnica e a possibilidade de experienciar todas as etapas de um projeto de animação: roteiro, concepts, storyboards, animatic, animação, pós-produção, entre outros”.

As inscrições para o edital já estão abertas e vão até o dia 27 de junho. Não perca essa oportunidade, hein?! Mais informações no site do BNDES.

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