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Anima Mundi

Infelizmente chegou a hora! Último dia do Anima Mundi São Paulo 2011. Esperamos que vocês tenham aproveitado bastante e se divertido muito. A saudade vai bater, mas ano que vem nós voltamos com tudo para a edição de 20 anos do Festival! Mas calma que ainda não é hora de expectativa, a programação do dia está incrível e ainda tem muito para animar! Confiram as dicas e divirtam-se.
Para quem quer chegar cedo e já conferir filmes legais a dica é a Galeria Animada! Um espaço diferente montado no Centro Cultural do Banco do Brasil. De 10h as 20h você pode conferir uma coletânea de curtas incríveis. Eles são todos marcados pela iniciativa de ruptura e inovação em linguagem, estética e técnica. Vale à pena conferir esses vanguardistas do mundo da animação! São 20 produções que podem ser vistas a qualquer hora do dia. Além disso, às 18h30 é exibido o praticamente artesanal longa-metragem colombiano Los Extraños Presagios de Léon Prozak. Saiba mais sobre a Galeria aqui e se prepare para novas experiências!

Destaque para a programação de hoje no Memorial 3! Às 13h30 tem a sessão Portfólio e logo mais à 16h30 tem a mostra especial com animações chilenas, a Chilemonos! Não deixe de prestigiar um trabalho tão incrível. Esperamos que agora as produções chilenas sejam cada vez mais presentes no nosso festival! A França por sua vez é figurinha carimbada no Anima Mundi. O que não é nenhuma coincidência, eles arrasam mesmo no mundo da animação. Então não perca Chronopolis às 21h30 e para quem ainda não viu La Planète Sauvage, que passa às 19h no CCBB Cinema. Encerre o dia com o doce e sensual Chico & Rita, dirigido por Fernando Trueba e desenhado por Xavier Mariscal.

Mas os holofotes estarão voltados para o Memorial 1! E não é para menos. Às 18h começa a única sessão da mostra especial de 25 anos de uma das maiores empresas de animação do mundo, a Pixar! As animações da Pixar vêm fazendo parte da vida de crianças e adultos no mundo inteiro nesse último um quarto de século. Essa sessão não só representa a história desse importante estúdio, como exibe o próprio processo de crescimento da indústria de animação gráfica.

A Pixar é um estúdio especializado em alta tecnologia para computação gráfica. Eles não só fazem a animação, como criam as ferramentas digitais para desenvolvê-las. Mas houve uma época em que esse equilíbrio não existia. Inicialmente, a companhia pertencia a George Lucas, o famoso diretor da saga Guerra nas Estrelas. Lucas estava muito mais interessado em desenvolver tecnologias de computação gráfica que pudesse vender para grandes estúdios, como a Disney. Por um longo tempo, a empresa desenvolveu apenas programas computador. As vendas não estavam crescendo e aproveitando-se disso alguns dos funcionários viram a oportunidade de fazer o que eles realmente queriam: animação. John Lasseter era um deles. Graduado em Cal Arts, seu maior sonho era desenvolver a animação digital. Ele encontrou um jeito de animar, sem desobedecer ao chefe: o primeiro curta, Luxo Jr., funcionava perfeitamente como protótipo a ser apresentado a compradores em potencial.

Em 1986, a companhia foi comprada por ninguém menos do que Steve Jobs e rebatizada de Pixar, um neologismo referente à ação de colocar pixels. Mas nem mesmo o dono da Apple pode fazer com que a empresa saísse do buraco econômico. Talvez porque ele também estivesse tentando ganhar dinheiro com o produto errado, uma vez que os filmes de animação ainda não eram tidos como comercialmente interessantes. Em 1991, a companhia quase foi vendida porque Jobs estava gastando dinheiro demais com ela. As coisas só começaram a mudar quando foi firmado um contrato de vinte e seis milhões de dólares com a Disney para a produção de três longas-metragens animados no computador. Toy Story, o primeiro longa feito por computação gráfica da história, foi lançado em 1995, marcando a data em que a Pixar começaria a se tornar a gigante que é atualmente, ganhadora de Oscars, Grammys e Globos de Ouro. Com o sucesso de Toy Story, as portas finalmente se abriram para a animação em CG e a indústria começou a crescer rapidamente. Podemos ver então que a Pixar não é só mais uma companhia. Ela carrega em sua origem a primeira semente do sonho de se criar uma indústria de animação por computação gráfica e com a perseverança de seus funcionários esse sonho tornou-se uma fantástica realidade.

Os catorze curtas da mostra permitem que o espectador dê um mergulho nas agradáveis memórias de infância. Nós trouxemos filmes bem do começo, como Luxo Jr., o primeiro episódio da vida da pequena luminária que se tornou o maior símbolo da empresa e o primeiro filme da companhia a ganhar um Oscar, Red’s Dream. A mostra também traz produções recentes, como Dia e Noite. O curta foi produzido em 2010 e distribuído para ser exibido logo antes do filme Toy Story 3 em salas de cinema do mundo inteiro. Dia e Noite é diferente de tudo o que a Pixar já produziu anteriormente, especialmente por ter sido criado a partir da mistura de técnicas em 2D e 3D. Mesmo quando eles não estão usando tecnologias mais avançadas disponíveis, a Pixar continua incrível. Mas a grande surpresa é que trouxemos dois curtas nunca antes exibidos: Hawaiian Vacation, um hilário episódio das férias frustradas de Ken e Barbie, e o delicado La Luna, que fala sobre os primeiros passos de um menino na vida adulta. Os filmes da Pixar continuam a encantar crianças e adultos com suas histórias e esperamos que se mantenha assim pelos próximos 25 anos também. E quando o dia chegar, aposto que eles já estarão fazendo filme em 4D!

Depois de assistir os curtas da Pixar, começa às 20h sessão de Premiação e exibição dos filmes vencedores. Um momento de alegria e ao mesmo tempo despedida. Para quem não conseguir ingresso para a primeira, pode ainda conferir os filmes vencedores na segunda sessão, mas sem a entrega dos prêmios. Hoje à noite nós postaremos o resultado da competição! Esperamos que vocês aproveitem bastante a animação deste domingo!

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