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Ah, o Natal! Época de reunir-se com a família, dividir bons momentos e, claro, se acabar nas rabanadas. Sem dúvida esse é o feriado mais aguardado por todos, né? A celebração foi tema de um dos curtas do grande animador americano Bill Plympton, famoso por seus trabalhos carregados de humor negro e indicado ao Oscar duas vezes (Your Face e Guard Dog).

Em “Santa: the fascist years” (Papai Noel: os anos fascistas), o diretor cria um universo fictício onde o Papai Noel tenta acabar com todos os feriados do ano. Sabe a famosa fábrica de brinquedos no Polo Norte? Na história ela se transforma em uma potente fábrica de armas e o “bom velhinho” em um ditador.

Assim, o curta proporciona uma cena, no mínimo, curiosa aos espectadores. O coelhinho de Páscoa, o peru de Ação de Graças, fantasmas e abóboras do Halloween e companhia, se unem para acabar com o exército natalino, formado por renas, quebra-nozes e bonecos de neve.

Como o filme se se passa durante a Segunda Guerra Mundial, Plympton teve a sacada de imitar a estética audiovisual dos antigos cinejornais da década de 40 e 40. Por isso os riscos na película e a clássica narração em voice over. No fim, a animação, exibida no Anima Mundi 2010, é mesmo uma crítica ao consumo desmedido que envolve a data.

Santa: the fascist years