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Animemória

2017

Vinheta

Catálogo

Ilustração do Ano

Para criar a ilustração desta edição do Anima Mundi, a premiada animadora portuguesa Regina Pessoa, conta que sua principal inspiração é a imagem poética que ela guarda do Brasil: um lugar mágico e misterioso, quente e alegre e com uma cultura ancestral. Regina que participou do Papo Animado no Festival de 2013, retorna ao Anima Mundi com esta linda ilustração, prestando uma homenagem ao artista pernambucano J Borges e à cultura popular brasileira da xilogravura e da literatura de cordel. O resultado não poderia ter sido diferente!

Galeria de Fotos

Destaques

Nessa edição o Festival Anima Mundi comemorou 25 anos e celebrou ainda o centenário da animação brasileira. Além dessas duas festividades, o Anima Mundi ainda homenageou o Canadá pelos seus 150 anos, organizando uma mostra especial com filmes canadenses em parceria com o Governo do Canadá e o National Film Board (NFB). No Rio de Janeiro, 8 espaços receberam sessões do Festival: Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, Cinemateca do MAM, Espaço Cultural BNDES, CRAB – Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (onde foi realizado o Anima Forum), CCJF – Centro Cultural da Justiça Federal, Centro Cultural Correios, Casa França-Brasil e CCBB RJ – Centro Cultural banco do Brasil.Em São Paulo, o Senac recebeu o Anima Forum, e outros 5 centros culturais receberam sessões e oficinas, foram eles a Caixa Belas Artes, o CCBB SP0- Centro Cultural Banco do Brasil, a Cinemateca Brasileira, o Circuito Spcine e o CCSP Centro Cultural São Paulo.

A apresentação especial de “Lino”, contou com a presença do diretor Rafael Ribas que apresentou em primeira mão para o público do Anima Mundi 2017 os bastidores, cenas exclusivas e o processo de criação do personagem. Outra atração destaque dessa edição foi a instalação interativa Flora, de Philipp Artus. Cineasta e artista multidisciplinar radicado em Berlim, Artus compõe experiências audiovisuais que misturam elementos lúdicos com estruturas minimalistas. Na instalação interativa FLORA, linhas abstratas geram formas delicadas e complexas, que se parecem com plantas. O espectador controla a animação com um touchpad, influenciando os designs que emergem.

Convidados

Família Perotti: Com Guilherme Alvernaz e Bruno Ávila Barbosa

Guilherme iniciou sua vida profissional ainda adolescente, no estúdio de seu pai Ruy Perotti, um dos mais conhecidos pioneiros da animação no Brasil. Perotti foi o criador de personagens inesquecíveis na televisão brasileira, numa época em que a única plataforma viável para isso era os filmes de publicidade. Seguindo os passos e o talento do pai, Guilherme participou de projetos de séries nos estúdios Thalia Filmes (Hanna-Barbera) e HGN Produções (Disney), integrando a equipe de filmes do Pateta, Aladdim e Bonkers. Em 1988 fundou a Signos Video Comunicações em parceria com Ruy, de onde saíram diversas revistas infantojuvenis e a série de filmes animados com o personagem Variguinho. Desde então, animou personagens como Pernalonga e os Looney Tunes, Tinny Toons, Animaniacs, Frango da Sadia, Johnny Bravo, Scoobidoo e Meninas Superpoderosas para estúdios como Designers Desenhos Animados, Daniel Messias C. A., Start Filmes, Cinema Animadores, Briquet Filmes e Trattoria di Frame, onde trabalhou como diretor de animação até 2006. Atualmente,Guilherme dirige a Oca Filmes, com mais três sócios. Como não poderia deixar de ser, também transmite seu conhecimento para o filho, Bruno Avila Barbosa, que hoje é animador sênior da Bossa Nova Animation, o departamento de publicidade da Oca Filmes. Pai e filho se uniram também para realizar o curta “Animais”, exibido no Anima Mundi 2016

Michael Dudok

Animador holandês formado pelo West Surrey College of Art, na Inglaterra, onde fez seu primeiro filme, “A Entrevista”. Nos anos 1980, estabeleceu-se em Londres como animador free-lancer, onde dirigiu e animou inúmeros comerciais premiados. Juntou-se ao Folimage em 1992 e do trabalho no renomado estúdio saíram os curtas-metragens “Tom Sweep” e “O Monge e o Peixe (1994), premiada animação em que um monge tenta capturar um peixe arredio. Em seguida vieram “Pai e Filha” (2000), premiado com o Oscar, Grand Prix em Annecy, BAFTA, entre outros, e o experimental “O Aroma do Chá” (2006), realizado inteiramente com tinta feita com chá. Dudok é conhecido pela síntese no traço, a ausência de diálogos e a música como condutora da narrativa.

Equipe do filme “Room on the Broom” (Sempre Cabe Mais Um), baseado no renomado livro para crianças de Julia Donaldson e Axel Sheffler, e indicado ao Oscar. Frey trabalha atualmente nos estúdios Disney, onde integrou a equipe do longa-metragem “Zootopia” e do próximo lançamento, “Moana”.

Robert Valley

Robert Valley se formou no Emily Carr College, em 1992, e começou sua carreira como artista de storyboard na série “Aeon Flux”, de Peter Chung. Dirigiu comerciais para clientes como Nike, Coca-Cola e Levis e depois se juntou ao estúdio Passion Pictures em Londres, onde trabalhou com Pete Candeland em videoclipes da banda Gorillaz, no videogame “The Beatles: Rock Band” e em outros projetos comerciais. De volta a Los Angeles, Valley foi designer de personagens em “Motorcity” e “Tron Uprising”. Com seu talento cinematográfico, Valley conferiu visual novo à Mulher Maravilha, na série de curtas para o DC Nation/Cartoon Network, e transformou em animação o romance gráfico “Shinjuku”, de Christopher “Mink” Morrison e o artista lendário Yoshitaka Amano, que narra a saga do caçador de recompensas Daniel Legend em busca da irmã desaparecida numa Tóquio infernal. Em 2017, seu curta “Pear Cider and Cigarettes” (“Sidra de Pera e Cigarros”), produzido nas horas vagas com recursos próprios, foi nomeado para o Oscar.

Theodore Ushev

O búlgaro Theodore Ushev começou sua carreira como designer antes de se mudar para Montreal em 1999 e se juntar ao time de animadores do National Film Board (NFB). Ushev rapidamente ganhou reconhecimento por seu talento como ilustrador, animador e artista multimídia, especialmente com a trilogia estético-política que investiga as relações entre o poder, o ódio, o trabalho e a guerra no século XX, “Tower Bawher” (2006), “Drux Flux” (2008) e “Gloria Victoria” (2012). Ushev consegue reunir em seus filmes a crítica política e a poética, com rara intensidade rítmica, em que a visualidade e a musicalidade parecem indissociáveis. O animador experimenta continuamente diversas técnicas, estéticas e modos de narrar, da gravura a colagem, do expressionismo ao construtivismo russo. Foi premiado como Melhor Roteiro pelo júri profissional do Anima Mundi 2016 e nomeado para o Oscar em 2017, com “Blind Vaysha” (“Vaysha, a Cega”, 2016). Ele explica que uma técnica usada em um filme não será adequada necessariamente para outro trabalho, pois cada obra tem suas questões e requer soluções singulares.

Walter Tournier

O grande mestre latino-americano da animação stop motion nasceu, vive e trabalha no Uruguai. E uma honra te-lo no Papo Animado do Anima Mundi este ano! Walter Tournier chegou a estudar arquitetura, mas escolheu o cinema de animação como profissão. Acabou se tornando um respeitado artista em seu país, ao emprestar sua sensibilidade e consciência política ao conteúdo de filmes que agradam tanto os adultos como as crianças. Após alguns anos trabalhando no estúdio Imagenes, que fundou com o produtor Mario Jacob, Tournier decidiu criar o Tournier Animation, primeiro estúdio no Uruguai que realizou um longa-metragem em animação. Finalizado em 2012, após quase uma década de produção, “Selkirk, O Verdadeiro Robinson Crusoe” encantou o mundo com seus piratas atrapalhados. Tournier revela seu domínio da arte do stop motion criando tanto personagens como cenários de excelente qualidade, frutos de sua longa experiência como artesão. Já dirigiu diversos curtas-metragens, premiados mundo afora, e também produz séries animadas para crianças exibidas em canais de TV no Uruguai e no exterior.

Prêmios do Júri Profissional

Melhor Técnica de Animação:
“Negative Space”
Ru Kuwahata, Max Porter

Melhor Roteiro:
Surpresa
Paulo Patrício

Melhor Direção de Arte:
“Chika, die Hündin im Ghetto”
Sandra Schießl

Grande Prêmio Anima Mundi
“Negative Space”
Ru Kuwahata e Max Porter

Melhor Concepção Sonora:
“Le Vent dans les Roseaux”
Nicolas Liguori e Arnaud Demuynck

Melhor Filme da Galeria
“Rhizome”
Boris Labbé

Melhor filme de portfólio
“Modern Love – A Kiss Deferred”
Marie-MargauxTsakiri – Scanatovits, Dave Prosser e Daniel Chester

Prêmios do Júri Popular

Melhor Curta-Metragem RJ e SP

RJ
“Mr. Madila”
RoryWaudby-Tolley

SP
“Revolting Rhymes”
Jakob Schub e Kan Lachauer

Melhor Curta Brasileiro RJ e SP:
“Sob o Véu da Vida Oceânica”
Quico Meirelles

Melhor Curta de Estudante RJ e SP:
RJ
“Mr. Madila”
Rory Waudby-Tolley
SP
“EggsChange”
HeeWon Ahn

Melhor Curta Infantil RJ e SP:

RJ:
“EggsChange”
HeeWonAhn

SP:
“Chika, die Hündin Im Ghetto”
Sandra Schießl

Prêmio Canal Brasil

“Sob o Véu da Vida Oceânica”
Quico Meirelles

Melhor Longa RJ e SP:
“Ethel and Ernest”
Roger Mainwood,

Melhor Longa Infantil RJ e SP:
“Pixi Post eta Opari-emaileak”
Gorka Sesma

Prêmio BNDES de melhor curta brasileiro:
“Sob o Véu da Vida Oceânica”
Quico Meirelles

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