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Animemória

2013

Vinheta

Catálogo

Ilustração do Ano

Identidade visual criada por Juan Pablo Zaramella, premiadíssimo animador argentino. Ele contou como surgiu a ideia do visual do festival deste ano: “Bem, entre esse “fazer outras coisas” que mencionava, pode estar cozinhar. Não sou um ótimo cozinheiro, mas às vezes gosto de preparar a comida e acho que a cozinha e a criação de um filme têm muito em comum. A cozinha funciona graças a combinação adequada de ingredientes. E eu gosto de pensar que o cinema é como uma receita. O que acrescento? Um pouquinho de humor por aqui, um tanto de suspense por lá… A combinação não convencional de ingredientes pode acabar bem.”

Galeria de Fotos

Destaques

Anima Mundi inaugurou um novo espaço no Rio de Janeiro! A Fundição Progresso no bairro da Lapa, proporcionou ao público um espaço de 7 mil m², com três salas de exibição, Praça de Alimentação, Galeria Animada e seis oficinas do Estúdio Aberto.

No segundo ano de sua certificação pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas americana, o festival indicou o filme vencedor do Grande Prêmio do festival, “Feral”, para ser um dos dez escolhidos na pré-lista para o Oscar® de Melhor Curta-metragem de Animação de 2013.

Duas exposições aconteceram na Fundição Progresso: a mostra dos quadros de storyboard de Ennio Torresan para o filme “Até que a Sbornia nos separe”, e a galeria das esquetes e desenhos do renomado designer Andrew Probert.

Uma exposição externa permaneceu de 07 de agosto a 15 de setembro no Monumento a Estácio de Sá, no Aterro do Flamengo, exibindo os cenários, personagens e artes do primeiro longa-metragem em stop-motion produzido no Brasil: “Minhocas – O Filme”

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Dois palestrantes internacionais se apresentaram no festival do Rio de Janeiro: Antoine Manier (representante da associação francesa Rencontres Audiovisuelles) e Peter Vesterbacka (um dos criadores da franquia de games e animação Angry Birds).

Convidados

Chris Wedge (Estados Unidos)

Formado em Cinema e com Mestrado em Computação Gráfica, Chris Wedge começou sua carreira em animação fazendo stop-motion no estúdio MAGI, uma pequena empresa de computação gráfica, que produziu as sequências memoráveis do filme de ficção científica Tron (1982), da Disney.

Foi ali que Wedge conheceu uma parte do grupo que fundaria com ele em 1986 o renomado Blue Sky Studios. Na época, a empresa tinha uma sala com três computadores e nenhum cliente. Mas, mesmo no tempo em que a produção de longas-metragens feitos inteiramente com computadores era ainda um sonho distante, os sócios apostaram no desenvolvimento de um software chamado CGI Studio, que se tornou um dos mais avançados no mercado.

Uma vez minimamente estabelecida, a empresa começou a fornecer cenas de efeitos especiais para longas-metragens de ação ao vivo de grandes estúdios como, por exemplo, Joe’s Apartment (1996), no qual Wedge dirigiu as cenas com personagens animados (um dos primeiros trabalhos do animador brasileiro Carlos Saldanha, seu mais notável discípulo).

Além de trabalhar como supervisor de criação de inúmeros longas e comerciais no Blue Sky Studios, Wedge trabalhou paralelamente no curta-metragem Bunny (1998), uma história surreal sobre uma coelha velhinha cuja rotina noturna de fazer bolos é interrompida por uma mariposa irritante.

O filme recebeu mais de 25 prêmios, entre os quais o Oscar, consolidando definitivamente a carreira de Wedge. O animador então dirigiu os dois longas-metragens de sucesso do estúdio, Ice Age (A Era do Gelo, 2002) e Robots (Robôs, 2005). Produziu filmes como Ice Age: The Meltdown (A Era do Gelo 2, 2006), Ice Age: Continental Drift (A Era do Gelo 3, 2012), Rio (2011), e Dr. Seuss’ Horton Hears a Who (2008), além de ter emprestado a voz ao personagem Scrat. Seu mais recente projeto como diretor é o longa-metragem Epic (2013), um passeio pelo mundo fantástico de criaturas invisíveis a olho nu.

David O’Reilly (Irlanda/Estados Unidos)

Os curtas-metragens deste animador irlandês que mora em Los Angeles conquistaram uma legião de fãs mundo afora. Quem ainda não o conhece e tem uma idéia preconcebida sobre a animação 3D com certeza vai se surpreender com os filmes de OReilly. Ele prefere deixar à mostra elementos do processo criativo que outros em geral preferem esconder, como os grids e timecodes.

Este é, aliás, um dos seus conceitos principais: “Minha técnica é basicamente eliminar todo o lixo que ralenta outras produções em 3D”. Os dois últimos curtas de OReilly, Please Say Something (2009) e The External World (2011), premiados em festivais como Berlim e Ottawa, narram histórias com um senso de humor ácido e apresentam personagens que parecem derivados de um experimento genético que mistura ficção científica com videogame retrô.

Em vez de incompatíveis, elementos freaks e fofinhos parecem estranhamente harmônicos, como na história turbulenta de amor entre uma gata e um rato em Please Say Something, e na saga existencialista The External World, com cenários que vão do sitcom aos rascunhos em 3D não renderados devido às restrições orçamentárias, segundo a legenda do diretor.

Para OReilly, menos é mais. A estética minimalista, com aparência de rascunho, além de poupar tempo e investimento, por se tratar de projetos autorais que raras vezes têm verba, exigem personagens cativantes e roteiros cuidadosamente elaborados. Citando o pensamento do cineasta Robert Bresson, OReilly diz que a autenticidade de uma obra não depende do valor de cada imagem isolada, mas da relação entre elas. E essas imagens são encadeadas de modo elíptico, cheias de saltos temporais e mudanças de cenário.

Ennio Torresan (Brasil)

Formado em Belas Artes, o animador carioca Ennio Torresan vive há mais de uma década em Los Angeles, onde atualmente é chefe do departamento de histórias da DreamWorks. Tudo começou no fim dos anos 1980, quando Torresan começou a fazer animação. Em seguida, dirigiu El Macho (1993), premiado em diversos festivais internacionais, inclusive Annecy.

O curta-metragem o ajudou a conseguir o trabalho de diretor da série animada criada por Ralph Bakshi, Spicy City, da HBO. Depois trabalhou como roteirista e diretor de storyboard de Bob Esponja, da Nickelodeon. Diz Torresan: “Conseguimos lançar Bob Esponja simplesmente porque os executivos não estavam prestando atenção. Achavam que CatDog tinha mais apelo, mas depois deram um OK para o Bob Esponja. Como eles não ligavam pra nós, fazíamos o que queríamos. As ideias não vinham dos roteiros, vinham dos storyboards”.

A direção de Teacher’s Pet, da Disney foi o próximo passo, trabalho pelo qual o animador recebeu um Emmy em 2003. Entre as histórias que Torresan ajudou a desenvolver na DreamWorks como chefe de storyboard estão os longas da série Madagascar, Kung Fu Panda, Megamente, e o mais recente Turbo.

Entretanto o animador não abandonou as parcerias no Brasil, e divide os créditos de direção do longa-metragem em 2D Até Que a Sbornia Nos Separe, produzido pela Otto Desenhos Animados. Também continua cultivando a paixão pelos quadrinhos que deu início a isso tudo, tendo participado da coletânea Scrambled Ink, da Dark Horse Comics, com a história autobiográfica chamada The Guy from Ipanema.

Regina Pessoa (Portugal)

Regina Pessoa começou sua carreira em animação trabalhando para a produtora de Abi Feijó, na cidade do Porto, em Portugal: “Em julho de 1992 apareci com alguns desenhos debaixo do braço, à procura de trabalho. No dia seguinte, tinha um dos personagens principais do filme Os Salteadores para animar. E desde esse dia, a Filmógrafo tem sido a minha casa. Acolheu-me, adotou-me e a animação passou a ser, mais que a minha profissão, a minha opção de vida”.

Para a animadora, dedicar-se a essa arte implica “aceitar um futuro incerto, suportar muito frio no inverno e muito calor no verão, entrar em pânico porque chove em cima dos desenhos e dos equipamentos, acotovelarmo-nos uns aos outros porque parece que o espaço está a encolher. Significa ainda esforçar-se por se manter acordado, porque às vezes o dia entra pela noite adentro, outras vezes o fim de semana não chega a existir”.

Após ter co-dirigido Ciclo Vicioso (1996) e Estrelas de Natal (1998) com Abi Feijó, Regina então iniciou o que viria a ser uma premiada trilogia autoral sobre o tema da infância: A Noite (1999), História Trágica com Final Feliz (2005), e Kali, o Pequeno Vampiro(2012), que tem a voz de Christopher Plummer e música da banda Suíça The Young Gods, numa co-produção entre Portugal, Canadá, França e Suíça.

Diz Pessoa: “Interessam-me os mistérios, os pequenos dramas e a poesia que se escondem nas suas vidas aparentemente banais. São elas os meus heróis e as minhas referências”. As histórias de seus filmes giram em torno dos medos infantis, da incomunicabilidade e da aversão das pessoas à diferença, como se vê em História Trágica com Final Feliz, em que uma menina com uma sensibilidade incomum acaba por se isolar, uma vez que o som forte produzido pela batida de seu coração incomoda os vizinhos.

Esse filme, que recebeu 50 prêmios, entre os quais o Grand Prix no Festival Internacional de Animação de Annecy, chama atenção para o fato de que as “diferenças existem, persistem e são irredutíveis”, sendo, portanto, importante reconhecê-las como parte fundamental da vida.

Para contar suas histórias, Regina fez uso de sua formação em Belas Artes, explorando uma técnica em animação a partir de gravuras feitas sobre placas de gesso. Para quem veio de um meio em que as imagens são estáticas, a animadora teve que aos poucos aprender como narrar uma história e, partindo de um conselho dado por Abi Feijó, começou a desenvolver seu primeiro filme, A Noite, a partir de sua própria experiência de ter medo do escuro na infância: “Aprendi que, quando falamos de algo que conhecemos, somos mais críveis, as coisas saem mais facilmente”.

O curta-metragem o ajudou a conseguir o trabalho de diretor da série animada criada por Ralph Bakshi, Spicy City, da HBO. Depois trabalhou como roteirista e diretor de storyboard de Bob Esponja, da Nickelodeon. Diz Torresan: “Conseguimos lançar Bob Esponja simplesmente porque os executivos não estavam prestando atenção. Achavam que CatDog tinha mais apelo, mas depois deram um OK para o Bob Esponja. Como eles não ligavam pra nós, fazíamos o que queríamos. As ideias não vinham dos roteiros, vinham dos storyboards”.

A direção de Teacher’s Pet, da Disney foi o próximo passo, trabalho pelo qual o animador recebeu um Emmy em 2003. Entre as histórias que Torresan ajudou a desenvolver na DreamWorks como chefe de storyboard estão os longas da série Madagascar, Kung Fu Panda, Megamente, e o mais recente Turbo.

Entretanto o animador não abandonou as parcerias no Brasil, e divide os créditos de direção do longa-metragem em 2D Até Que a Sbornia Nos Separe, produzido pela Otto Desenhos Animados. Também continua cultivando a paixão pelos quadrinhos que deu início a isso tudo, tendo participado da coletânea Scrambled Ink, da Dark Horse Comics, com a história autobiográfica chamada The Guy from Ipanema.

Wendy Tilby e Amanda Forbis (Canadá)

As canadenses Wendy Tilby e Amanda Forbis são originalmente de Alberta. As duas se conheceram no Emily Carr College of Art and Design em Vancouver, onde estudaram cinema, vídeo e animação. Começaram a carreira em animação no National Film Board of Canada, onde Tilby dirigiu Strings (1991) e Forbis, The Reluctant Deckhand (1995).

When the Day Breaks (1999), primeiro projeto em parceria da dupla, recebeu 30 prêmios, entre os quais o Grand Prix no Festival Internacional de Animação de Annecy e o Palm d’Or de melhor curta-metragem em Cannes, além de ter sido indicado ao Oscar. Feito a partir da técnica de desenho e pintura sobre fotografias, o filme narra um episódio na vida da porca Ruby que, a caminho do mercadinho para comprar leite, testemunha um acidente fatal com um estranho.

Após correr para casa, perturbada, ela busca conforto ao imaginar os fios que conectam os eletrodomésticos e as pessoas por trás deles. Pequenos detalhes, como um limão que rola pela rua e cai num bueiro, nos lembram como a vida é feita das coisas ínfimas às quais em geral não atribuímos importância, mas que ganham relevo em função dos eventos que interceptam nosso cotidiano.

Em 2012, após longos anos de trabalho, Tilby e Forbis lançaram o curta-metragem Wild Life, cujas imagens foram pintadas artesanalmente, uma a uma. Novamente indicado ao Oscar e premiado no Festival Internacional de Animação de Ottawa, Wild Life é uma mistura de documentário naturalista e western, que aborda o tema da ocupação do Oeste canadense no início do século XX. O personagem principal é um homem aristocrata que, sustentado pela família, vai tentar a sorte no Canadá.

A princípio deslumbrado com as belezas naturais, ele acaba sucumbindo às agruras da vida num território inóspito, cujas táticas de sobrevivência ele desconhece por completo. Diz Tilby: “Nós duas somos atraídas por histórias agridoces, histórias que abarcam qualidades que se opõem, como, por exemplo, a comédia e a tragédia. Esperamos que muitas das situações nesse filme contenham esses dois sentimentos”.Além dos projetos pessoais, que apresentam histórias e cenários cuidadosamente elaborados, Tilby e Forbis fazem filmes de encomenda. A campanha publicitária para a companhia de aviação United Airlines talvez seja um dos seus trabalhos mais conhecidos.

Prêmios do Júri Profissional

Melhor Filme:
Feral
de Daniel Sousa
EUA/ Portugal

Melhor Roteiro:
A coelha e o veado
de Péter Vácz
Hungria

Melhor Concepção Sonora:
Beep beep beep
de Jeremy Diamond
Canadá

Melhor Técnica de Animação:
Le grand ailleurs et le petit ici
de Michèle Lemieux
Canadá

Melhor Direção de Arte:
Requiem for romance
de Jonathan NG
Canadá

Melhor Filme de encomenda:
Dumb ways to die
de John Mescall Pat Baron
Austrália

Prêmios do Júri Popular

Melhor Curta RJ e SP:
Der Notfall
de Stefan Muller
Alemanha

Melhor Curta Brasileiro SP:
Graffiti Dança
de Rodrigo Eba!
Brasil

Melhor Longa Infantil RJ:
Zambézia
de Wayne Thornley
África do Sul

PRÊMIO BNDES:
Para a melhor animação brasileira de júri popular com os votos dos espectadores do Rio de Janeiro e São Paulo
Graffiti Dança
de Rodrigo Eba!
Brasil

Melhor Curta Infantil:
Sempre cabe mais um (Room on the broom)
de Max Lang e Jan Lachaue
Reino Unido

Melhor Curta de Estudante RJ e SP:
Oh Sheep!
de Gottfried Mentor
Alemanha

Melhor Longa Infantil SP:
AninA de Alfredo Soderguit
Uruguai / Colômbia

Melhor Curta Brasileiro RJ:
Faroeste: um autêntico Western
de Wesley Rodrigues
Brasil

Melhor Longa RJ e SP:
Couleur de peau: Miel (Aprovado para adoção)
de Laurent Boileau e Jung
França / Bélgica

PRÊMIO CANAL BRASIL:
Ed.
de Gabriel Garcia
Brasil

Prêmio Núcleo de Cinema de Animação em Campinas

Prêmio para o melhor filme brasileiro de estudante, com os votos de público de RJ e SP
Ex machina
de Eduardo Watanabe Ribeiro e Daniel Hodge
Brasil

Anima Multi

Júri Popular:
Separeted
De Mark Borgions
Bélgica

Juri Profissional:
Shave It
de Jorge Tereso e Fernando Maldonado
Argentina

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