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Anima Mundi

Hoje teve muita gente se divertindo nas oficinas do Estúdio Aberto, mas também teve muito filme na tela! Um deles foi o novo longa-metragem de um mito da animação nordestina e brasileira, Chico Liberato. “Ritos de Passagem” estreou no ANIMA MUNDI esta tarde no CCBB Rio.

Chico Liberato

Chico Liberato mostrou bom humor enquanto conversava com a equipe do AM

Não era qualquer sessão. Marcos Magalhães, diretor do ANIMA MUNDI, fez questão de apresentar o filme pessoalmente e destacou a importância da obra do pioneiro para a animação brasileira. Chico também estava presente, claro! Com a autoridade de seus 76 anos – 40 de animação -, o ecologista de coração mostrou sua felicidade em exibir mais um filme no ANIMA MUNDI. Ele aproveitou o momento e lembrou um episódio engraçado do início da carreira, quando brincou de animar um caranguejo cozido. Na época, pouca gente entendeu.

“Ritos de Passagem” é um filme lindo. Suas cores, traços e trilha sonora montam um clima forte e expressivo, perfeito para a profundidade do tema e as experimentações estéticas. Tudo casa. O roteiro homenageia dois grandes homens do nordeste, Lampião e Antônio Conselheiro. Segundo o próprio Chico, “É preciso contar a história de nossos indivíduos, antes de mirarmos indivíduos de fora daqui.”.

Cena de Ritos de Passagem

Santo caminha pelo sertão em "Ritos"

Este é o segundo longa de Chico, lançado 29 anos depois de “Boi Aruá” – primeiro longa-metragem de animação brasileiro que se afastou da estética “Disney”. Curtas foram muitos, 10 ao todo. O primeiro foi “Anti-strofe”, de 1972, e o último, “Um Outro”, de 2008. Com tantos filmes na bagagem, “Ritos” foi o primeiro em que Chico utilizou computação gráfica.

Liberato, que hoje comanda uma produtora que leva seu nome na Bahia, mencionou a importância do festival para o desenvolvimento da animação nacional. “Eu venho ao Anima Mundi me enriquecer com tudo isso que ele oferece”, completou. Agora, o também notável artista plástico espera o restante de sua família, que também prestigiará o evento. E a família participa! Foi seu filho, João Liberato, quem fez a trilha sonora, que mistura música erudita com instrumentos regionais como alfaia e agogô.

O lado b da cultura brasileira sempre foi essencial para o mestre que fala bonito: “Eu sei que a história do Brasil não está nas escolas, está além de Pedro Álvares Cabral. Ela está também no universo do sertão, nas disputas, nas pessoas que reagem ao comando central. Precisa-se trazer para o povo brasileiro a história do Brasil. Esses dois personagens de “Ritos” são do Brasil.”.

Se você perdeu a primeira exibição, não se desespere! “Ritos de Passagem” ainda estará em outras sessões. Abaixo, a lista completa:

Rio

– 17 de julho, Oi Futuro Ipanema, 13h30
– 18 de julho, CCBB Rio – Cinema 1, 19h30
– 19 de julho, CCBB Rio – Cinema 1, 16h

São Paulo

– 25 de julho, Cinema CCBB, 17h
– 26 de julho, Memorial da América Latina – sala 2, 13h

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