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Aconteceu ontem a sessão especial de lançamento do Anima Mundi 2009 (que abre para o público na sexta dia 10!), com uma sessão de filmes na Praça Animada, que é construída todo ano para o festival, sobre a Praça do Centro Cultural Correios. O ator e diretor Fernando Caruso foi o mestre de cerimônias do evento, e contou detalhes da nova edição para um público formado por patrocinadores, realizadores e convidados do festival. Filho do cartunista Chico Caruso, Fernando é fanático por animação e frequenta o Anima Mundi desde a primeira edição. E ontem provou que tem bastante intimidade com o assunto ao confessar: “Eu não nasci, fui desenhado pelo meu pai.”

Ele aproveitou também para recomendar a todos o ucraniano The Good Soldier Shweik, de Robert Crombie, um dos longas da programação desse ano. Claramente anti-belicista, a animação foi recentemente censurada eu seu país de origem. Caruso deu o toque: “Essa pode ser uma das poucas oportunidades de assistir o filme”.

Fernando Caruso e Maria Arlete Gonçalves, da Oi e do Oi Futuro

Convidada ao palco, a secretária de cultura Adriana Rattes comentou sobre o crescimento da produção nacional de animação: esse ano, o festival conta com 66 filmes brasileiros, seguido em quantidade pela França, Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha. César Coelho, um dos diretores do Anima Mundi, completou falando sobre a atual fase de profissionalização de nossa animação, citando as novas parcerias de produtoras brasileiras com canais estrangeiros para séries de TV e outros formatos.

Aida Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury, Grilo Falante (ops… Marcos Magalhães) e Fernando Caruso

Os diretores do Anima Mundi também aproveitaram a oportunidade para agradecer e comemorar o sucesso do festival, e não deixaram de dar as suas dicas para quem vai passar o mês de julho respirando animação. Aida Queiroz deu a notícia em primeira mão: O estúdio LAIKA irá expor os bonecos usados na animação stop-motion Coraline, baseado na obra de Neil Gaiman, na Praça Animada.

Léa Zagury falou do Grafite Animado, onde o público poderá criar sua animação em um grande mural coletivo numa das paredes da Casa França Brasil (mais detalhes em breve aqui no blog) e de uma novidade desse ano: a mostra Galeria Animada, onde filmes inovadores e experimentais serão exibidos de uma forma diferente no Centro Cultural Correios.

Marcos Magalhães entrou de cabeça no espírito do festival e permaneceu de máscara o tempo todo, destacando a mostra especial dedicada a Michel Ocelot com uma seleção de quatro longas, para comemorar o Ano da França no Brasil. Recomendou também os programas sobre os longas-metragens pioneiros no Brasil: o Papo Animado sobre os Irmãos Latini, autores de Sinfonia Amazônica (1953) e o documentário sobre Ypê Nakashima, autor de Piconzé (1974).

Log Jam – The Moon

A sessão foi composta por alguns filmes que estão na mostra competitiva: A experiência sensorial de Jam, de Mirai Mizue; Dix, impressionante viagem sobre as consequências daquela mania que muitos têm de não pisar nas linhas da calçada; os divertidos French roast e Les pieds sur terre, o brasileiro L.E.R.; Phantom of the Cinema, onde a metalinguagem atinge até mesmo a projeção do filme; o onírico e musical Her Morning Elegance; e quatro novos episódios hilários de Log Jam, sensação da edição anterior do festival. A julgar pela recepção do público, as sessões com esses filmes devem ser concorridíssimas. A dica é fazer logo a sua programação, consultando o nosso site!