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Anima Mundi

São 24 anos de Anima Mundi e um segundo de animação contém 24 quadros. Como disse um de nossos diretores, Marcos Magalhães, se cada edição fosse uma imagem, 2016 marcaria o primeiro segundo de animação completo da história do Festival.

Foram 11 dias de atividades, tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo. O festival mobilizou milhares de animaníacos de primeira viagem e outros de longa data. Sessões, palestras, estreias e premiações marcaram essa edição, e não poderia ter sido diferente.

Ocupamos todo o Rio de Janeiro, com salas espalhadas em 10 pontos da cidade. Presenciamos palestras e oficinas únicas no Anima Forum em ambas as cidades – você pode conferir um resumo aqui – e vimos a integração nacional de animadores e seu público.

Seria impossível falar de todos os pontos altos dessa edição, já que exibimos mais de 400 filmes de 45 países, sendo 108 deles nacionais. Mas queremos compartilhar alguns dos momentos de destaque do #FestivalAnimaMundi 2016.

Sessões Petrobras

Como uma das nossas parceiras mais antigas, a Petrobras promoveu duas sessões especiais no festival. Tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, o público pode conferir os filmes “O Menino e o Mundo” e “Peixonauta, o Filme”, com presença dos seus criadores.

O primeiro concorreu ao Oscar de melhor animação e Alê Abreu, diretor do longa, pode conversar com os espectadores para contar mais detalhes sobre a obra. Já o segundo, que é uma adaptação da série brasileira de mesmo nome, teve sua estreia nacional no Festival Anima Mundi.

Estreia de “A Tartaruga Vermelha”

Uma das animações mais esperadas do ano, a co-produção belga, francesa e japonesa “A Tartaruga Vermelha” teve sua estreia no Brasil durante o festival. Em quatro sessões lotadas no Rio e em São Paulo, os espectadores puderam conferir em primeira mão a história sem diálogos criada por Michaël Dudok de Wit e produzida pelo Studio Ghibli.

Leo Matsuda e “Cabeça ou Coração”

É sempre uma emoção ver o reconhecimento do trabalho de animadores brasileiros também fora do país. É o caso de Leo Matsuda, que trabalha para os Walt Disney Studios. Lá, ele acaba de finalizar seu curta-metragem “Cabeça ou Coração”, que será exibido pelo mundo junto do próximo longa da casa, “Moana”.

Em uma sessão especial em São Paulo, Leo contou ao público sobre sua carreira, suas inspirações e técnicas, além de mostrar pela primeira vez o seu curta. “As pessoas que estão querendo começar a fazer animação precisam acreditar nos seus instintos e ouvir a própria voz, assim vão conseguir criar algo diferente e novo.”, observou Matsuda.

Marc Jousset

Um dos participantes do papo animado, o animador francês Marc Jousset veio ao festival Anima Mundi compartilhar suas experiências como diretor, produtor e chefe de estúdio, além de fazer uma sessão especial de alguns de seus filmes na Maison de France, no Rio de Janeiro.

Tendo trabalhado em obras como “Persépolis”, “Avril et Le Monde Truqué” e “Le Jour des Corneilles”, ele tirou as dúvidas dos espectadores sobre seu processo de criação, o estado da animação francesa e sua escolha de projetos.

Cesar Cabral

Nosso homenageado brasileiro esse ano, César Cabral deu Master Classes no Anima Forum e também ministrou dois Papos Animados, um em cada cidade. Ele mergulhou nas técnicas de stop motion e contou aos presentes algumas de suas principais técnicas de animação.

O premiado animador falou sobre sua carreira aos animaníacos no Papo Animado e contou sobre qual foi o processo criativo e de execução para projetos como “Dossiê Rê Bordosa”, além dos seus planos para o futuro.

“Estamos em um bom momento na Animação em stop motion, as novas tecnologias fazem com que cada vez mais pessoas se interessem e comecem a produzir conteúdo. Atualmente já podemos pensar em Curtas, Longas e até Séries para a TV.”, avaliou Cesar.

Jacob Frey

O terceiro convidado do Papo Animado foi o alemão Jacob Frey, que já foi premiado no Festival Anima Mundi. Ele, que hoje trabalha nos estúdios Disney em filmes como “Zootopia” e “Moana”, conversou com o público do Anima Mundi e contou sobre sua carreira, desde o começo como estudante na Film Academy Baden-Württemberg até seus trabalhos atuais.

Um momento especial dessa edição foi o encontro na abertura de São Paulo entre Jacob e Fábio Coala, quadrinista brasileiro. Frey adaptou uma das obras de Coala em formato de curta, “The Present”, que lhe rendeu uma premiação no próprio Festival do ano passado.

Mostra Israel

Um dos objetivos centrais do Anima Mundi é promover a animação no Brasil, trazendo panoramas do que está sendo produzido no restante do mundo. Por isso, Nissim Nusko, diretor do festival Animix de Tel Aviv, veio nos mostrar uma seleção de animações que estão sendo feitas em Israel.

Variando entre produções estudantis e profissionais, publicitárias e experimentais, as animações israelenses encantaram o público brasileiro nas sessões especiais.

Estúdio de Ideias Petrobras

Na Cinemateca Brasileira de São Paulo, o público pode botar a mão na massa – literalmente – e experimentar várias técnicas de animação. As oficinas promovidas pela Petrobras, de pixilation e animação com massinha, foram diversão para a família, onde todos (independente da idade) puderam ter um primeiro contato com o mundo da animação.

Dia Mundial da Animação

Pela primeira vez, o Festival Anima Mundi recebeu a sessão especial do Dia Mundial da Animação promovida pela ABCA em várias cidades. Acontecendo em outubro, o festival teve um dos seus dias junto a data especial, que marca a primeira exibição de Émile Reynaud e seu filme “Pauvre Pierrot” em Paris, no ano de 1892.

Anualmente, a comemoração da data é feita em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde mais de 200 cidades receberam uma sessão de curtas especiais. No Rio de Janeiro, essa sessão de curtas aconteceu dentro do Festival Anima Mundi, na Cinemateca do Museu de Arte Moderna.

Premiação

Entre as dezenas de curtas e longas em competições, o público pode votar em seu filme favorito.. Nesse ano, o prêmio do júri popular em São Paulo de melhor curta foi para o curta suíço “Bingo”, de Patrick Schoenmaker.

Já no Rio de Janeiro, quem levou a votação popular na mesma categoria foi “O projeto do meu Pai” da Rosária, que também recebeu os prêmios BNDES, Canal Brasil e de melhor curta brasileiro nas duas cidades. A animadora foi nas duas cerimônias e se emocionou recebendo seus prêmios.

Entre os longas, o premiado foi “A Tartaruga Vermelha” e o grande prêmio da crítica ficou com o canadense “If I Was God”, de Cordell Barker. O filme foi escolhido pelo júri profissional e os curadores do festival e agora vai para a lista dos pré-selecionados para o Oscar de melhor animação. Também é importante ressaltar os outros brasileiros premiados: “Pete’s Story” na categoria portfólio e “Caminho dos Gigantes”, de Alois Di Leo em melhor concepção sonora.
Para conhecer todos os vencedores, é só conferir a lista aqui!

Esse foi só um pequeno resumo das diversas atividades e acontecimentos do Festival Anima Mundi 2016. Mas todos os espectadores, convidados e participantes saíram repletos de histórias gostosas para contar e também recordar.E qual momento mais te marcou nessa edição do festival? Conta para a gente nos comentários.

Ano que vem, tem mais! E em uma data muito especial. 2017 vai marcar 25 anos de Anima Mundi e 100 de animação brasileira. Você vem com a gente?

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