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Anima Mundi

Uma das atividades do Festival Anima Mundi é o Anima Forum. Ele é uma importante plataforma para compartilhar conhecimento e ideias sobre temas fundamentais para o crescimento da animação brasileira nos próximos anos.

Nessa edição, as mesas, masterclasses e palestras nos permitiram entender melhor vários fatores fundamentais para a evolução da animação.  Conversamos sobre como as novas tecnologias estão impactando a técnica de stop motion, os recentes mergulhos no mundo da realidade virtual e as suas tendências para o futuro e também sobre o contexto de um mercado que tem o constante desafio de buscar novos caminhos com ferramentas que também não param de se renovar.

Mesas-redondas e Palestras Especiais

“O Forum desse ano foi muito voltado para o amadurecimento do mercado de animação brasileiro”, explica Cesar Cabral, diretor do Anima Mundi e coordenador do Anima Forum.

Um exemplo disso foi a Mesa-Redonda de Licenciamento para Animação. Em um momento em que várias séries brasileiras já estão produzindo suas segundas temporadas, fica evidente a importância de explorar comercialmente o apelo de personagens animados.

Com o aumento da produção nacional passa-se também a criar vozes originais. Até então, o mercado de animação era mais voltado para produções estrangeiras em que o trabalho era o de dublar ou imitar uma voz original de personagens de outras línguas. Atualmente, já temos personagens com vozes criadas em português. O tema foi amplamente discutido na Mesa-Redonda “Os donos da Voz – voice talent em animação” que aconteceu no Forum do Rio de Janeiro, e contou com a presença de alguns dos mais talentosos profissionais do mercado brasileiro.  

Para entender o mercado também é necessário compreender o público. Esse foi o desafio da primeira Mesa-Redonda realizada no Anima Forum de São Paulo. Por meio de pesquisas e big data, foi possível identificar e compreender as tendências de comportamento do público em suas diversas faixas de consumo de conteúdo audiovisual. Estabelecer um vínculo com o público é um dos fatores mais importantes para o sucesso comercial de um longa, curta ou série de animação e um dos primeiros desafios de um produtor é definir para quem ele vai produzir e entender como pensam seus futuros fãs.

Na palestra “Animação x Publicidade” também pudemos discutir a importância da publicidade para animação e como os novos formatos de mídia estão se traduzindo nas campanhas publicitárias. É o exemplo da campanha CAIXA – Fábrica de Emoções produzida pela Vetor Zero com direção de  Gabriel Nobrega, apresentada no Anima Forum de São Paulo.


Anima Business

Também tivemos um espaço especial reservado para encontros de negócio. Por lá, os produtores e animadores puderam conversar com um verdadeira seleção de profissionais do mercado e potenciais investidores sobre projetos de animação em um Coaching. O Anima Business aconteceu no Rio de Janeiro, no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro e teve o apoio do Rio Content Marketing e do Sebrae.

“O papel do Festival não é só o de ajudar a fechar negócios, mas de apurar e aperfeiçoar os projetos de animação para o mercado e o coaching é muito importante nesse sentido.”, explica Cesar Coelho.

Masterclasses

Além das palestras e mesas-redondas, também tivemos a oportunidade de compartilhar conhecimentos nas masterclasses, no Rio e em São Paulo.

Com o americano Cassidy Curtis, diretor técnico de arte do Google Spotlight Stories, exploramos as novas fronteiras que a animação está alcançando na realidade virtual e pudemos assistir ao “Pearl”, uma animação em 360 graus que pode ser vista em variados aparelhos, de telefones celulares a capacetes de realidade virtual. “A Realidade Virtual ainda é um caminho livre. É uma boa hora para se fazer isso porque muitas coisas ainda estão sendo criadas.”

Nas outras Masterclasses, caminhamos pela produção na animação stop-motion. O homenageado brasileiro do ano, Cesar Cabral, diretor de “Dossiê Rê Bordosa”, falou sobre a evolução de uma das técnicas mais artesanais da animação e de como o uso de novas tecnologias influenciam a dinâmica do stop-motion. “As novas tecnologias e os softwares gratuitos permitiram com que mais pessoas pudessem fazer esse tipo de animação e deixou o stop-motion mais acessível.”

Já o chileno Alvaro Ceppi, diretor criativo e parceiro da Zumbastico Studios, contou sobre o processo de criação e produção executiva de “Porto Papel”, série que usou personagens e cenários feito apenas de papel, em uma mescla de técnicas de stop-motion e 2D.  

“Creio que estamos num grande momento da Animação Latino Americana. Há uma grande quantidade de produção de países que antes víamos muito pouca coisa: Chile,  Peru, Colômbia, Argentina e Brasil. Apesar de que há uma história anterior, claro, agora há uma grande quantidade de talento, profissionais e investimento e  nos resta esperar um grande futuro.”, Alvaro Ceppi

Na sua opinião, quais serão os novos desafios da animação para o próximo Anima Forum? Deixe seu palpite aqui nos comentários. E nos vemos no ano que vem!

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