PT | EN

BLOG

Anima Mundi

Animação é fascinante! E não há uma pessoa que não tenha se encantado, pelo menos uma vez, com alguma produção, seja no cinema, na TV ou, mesmo, no computador. E esse mundo mágico conquista cada vez mais pessoas para esse mercado. E vemos muito isso no nosso dia a dia, nas conversas que a gente tem pelas nossas redes sociais e, claro, em cada ano de Festival Anima Mundi. Mas, depois da decisão de se tornar um animador, a principal pergunta é: por onde começar? E a gente traz, nesse post, dicas de alguns animadores que já estão consagrados.

Pra começar, a gente pegou um trecho dessa entrevista com o querido Bob Balser, diretor de animação de “Yellow Submarine”, que, infelizmente, faleceu no início desse ano. =/ “Se alguém vai começar agora, uma pessoa jovem em animação, a primeira coisa que você realmente tem que saber é desenhar. Mesmo com um computador, você tem que sabe desenhar e entender como as coisas se movem.”

ConscienteColetivo

Para a nossa diretora, Lea Zagury, o Festival Anima Mundi é uma grande porta de entrada. Além do próprio Forum Anima Mundi, que discute toda a parte de mercado de animação. Ela destacou ainda a importância de fazer network com profissionais e estúdios.

Para Alê Camargo, que trabalha atualmente na série para a TV “As Aventuras de Fujiwara Manchester”, a dica é preparar-se para suar a camisa. “Animação exige muito do artista: temos horários estranhos, trabalhamos de fim de semana, e as pessoas normais simplesmente não entendem o que fazemos. Por isso, também faça de tudo para se divertir enquanto anima. Se você não estiver se divertindo, é melhor procurar outro trabalho”.

Marcelo Marão, diretor de “Até a China”, que foi contemplado recentemente (junto com Alê Camargo) em um edital do BNDES para produzir seu primeiro longa, deixou seu recado: “Embora eu tenha começado em uma época bem diferente de hoje (há vinte anos), acredito que seja essencial uma combinação de estudo contínuo (seja acadêmico através de faculdades ou oficinas, seja autodidata através de livros, vídeos ou internet), o convívio com profissionais da área (em eventos, festivais, estágio ou assistência em projetos avulsos) e a concomitante dedicação em produzir algo pessoal, autoral, vinculado intrinsecamente ao seu objetivo em animação. Não importa em qual área ou técnica de animação você tem interesse – seja honesto e sincero neste momento inicial, porque é isso que vai fazer com que as pessoas saibam quem é você, o que você quer e onde tem potencial para crescer”.

Já para Aida Queiroz, também diretora aqui do Anima Mundi, se a pessoa já sabe animar, ela deve organizar um bom portfólio e apresentar nas produtoras que já existem: produtoras de série para TV, produtoras de longas, produtoras de games e produtoras de comerciais. Ela reforçou ainda a dica do Marão, de fazer algum trabalho autoral e tentar participar dos festivais, onde é possível fazer contatos com outros animadores e produtores, no Brasil e no exterior.

Para os que ainda precisam aprender a animar, Aida sugere que proceurem cursos que ensinem a prática de animação. No Brasil, é possível encontrar cursos esporádicos oferecidos por animadores, os próprios cursos do Anima Mundi ou até mesmo de graduação, como a UFMG e FAAP. “Para aqueles que têm a possibilidade de estudar fora do Brasil, tem uma boa lista de escolas de animação para conferir: Gobelins, Vancouver Film School, Animation Workshop, Filmakademie, CalArts, School of Visual Artes etc. Ou ainda, com preço salgado e em dólar, o Animation Mentor, curso de computação gráfica online ministrado por bons profissionais”.

E você, já está no mercado há algum tempo e tem boas dicas para quem está começando? Deixe aqui nos comentários.

Comentários

Voltar

Telefones:
(55 21) 2543-8860
(55 21) 2541-7499

fb-form insta-form tt-form yt-form