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Saca só a imagem abaixo. Parece uma animação em computação gráfica de um urso subindo uma escada, não é? Mas não é bem assim. Na verdade, o pequeno filme é feito em stop motion. Isso mesmo!

O urwso subindo a escada é uma parceria entre a  agência DBLG e o estúdio de animação Blue Zoo

O urso subindo a escada é uma parceria entre a agência DBLG e o estúdio de animação Blue Zoo

A animação foi feita por uma agência britânica usando impressão em 3D. Foram impressos 50 modelos do urso subindo a escada, cada um correspondendo a um frame. Depois de posicionados cuidadosamente foram feitas as fotografias e o resultado é esse que você vê acima.

Usar impressão em 3D para fazer animações não é inédito, mas ainda é incomum. Um dos primeiros casos foi em Coraline, longa-metragem em stop motion de 2009. O filme do diretor Henry Selick explorou a a moderna técnica para construir os rostos dos personagens, funcionando como máscaras de expressões nos bonecos. No mesmo ano a equipe de produção do filme esteve aqui no Anima Mundi e explicou pra gente como foi esse trabalho.

Aqui no Brasil, o primeiro longa feito em stop motion também contou com o recurso tecnológico de impressão em 3D. Em Minhocas – O filme, lançado em 2013, o movimento da boca dos personagens também foi feito usando modelos impressões em 3D.

Os longas Coraline e Minhocas, o filme usaram o recurso da impressão em 3D para os rostos dos personagens

Os longas Coraline e Minhocas, o filme usaram o recurso da impressão em 3D para os rostos dos personagens

A técnica ajudou a resolver um dos problemas mais difíceis em animações em stop motion, a articulação da boca em relação com o aúdio – o famoso lipsync. No longa brasileiro foram produzidas 1000 pequenas bocas para os 45 personagens do filme, que também foi destaque em nosso festival com uma exposição que exibiu os cenários, personagens e artes do longa.