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Anima Mundi

Há três anos a nossa diretora, Aida Queiroz, deu uma entrevista para a TV Brasil comentando como estava o mercado de animação na época. E você pode ver o que ela disse nesse vídeo:

Mas, será que de lá pra cá o mercado mudou muito? De acordo com Aida, o mercado no Brasil continua em expansão. “O setor do audiovisual no Brasil é considerado estratégico em Comunicação e, por isso, recebe um investimento financeiro bastante elevado se comparado a outros setores da cultura.
E a animação é o segmento mais contemplado dentro do audiovisual”, disse. De acordo com ela, isso acontece por alguns motivos:

  • A atração que a animação exerce sobre o espectador é grande e resulta em uma resposta imediata;
  • É uma linguagem de comunicação que se adapta facilmente à evolução tecnológica. É possível criar pequenos arquivos  para as redes de internet + telefonia ou efeitos especiais sofisticados para longas-metragens e seriados;
  • A universalidade e o poder de síntese da animação. Algumas ideias/mensagens/campanhas facilitam muito a compreensão pelo espectador por ser realizada em animação;
  • Existe um grande retorno financeiro em licenciamento de produtos.

“Por essas características, vários segmentos da indústria de comunicação e entretenimento optam pela animação: games, séries para tv e longas-metragens”, completou.

Ainda segundo Aida, os longas brasileiros começam a ganhar espaço no mercado internacional, como “Uma História de Amor e Fúria” e “O Menino e o Mundo”, que conquistaram o mercado europeu depois de serem premiados em festivais internacionais importantes. Aida disse também que as séries de TV têm registrado aumento de produção a cada ano.

Um novo mercado que começa a contemplar as animações brasileiras é o de games. Atualmente, é a área com maior poder de vendas, ultrapassando as indústrias de musica e cinema juntas.

Investimento na formação de animadores

Aida destacou também uma coisa muito importante: diferente de países como França, Canadá, Alemanha e Inglaterra, por exemplo, o governo brasileiro não investe em escolas de animação. De acordo com Aida, isso reduz a possibilidade de formação de animadores, de produções autorais e, por consequência, a criação de novas ideias e técnicas.

A dica da animadora é investir em curtas-metragens. Segundo ela, eles funcionam como um laboratório de aprendizado que estimula e abre portas para a produção de formatos para o mercado.

E aí, viu muitas mudanças de 2012 pra cá? Se tiver mais dúvidas, deixa aqui nos comentários que a Aida pode esclarecer.

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