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Anima Mundi

Continua no ar, no Canal Brasil, o programa ANIMA MUNDI BRASIL, cujos episodios estréiam sempre à meia-noite das terças-feiras e reprisam sábados e domingos à 1 da manhã.

Além dos curtas, reunidos em diferentes temas, são exibidas rápidas entrevistas com os realizadores, que ajudam a contextualizar cada filme e trazer curiosidades de suas produções.


Todos sabem que animadores em geral são um pouco avessos a se expressar “em tempo real”. Carla Torres, que trabalhou na produção do programa como free-lancer, conta que passou por muitas peripécias para completar o material, tendo até ela mesma que fazer algumas entrevistas, aproveitando o festival em julho no Rio e em São Paulo… mas valeu a pena.


Selecionamos aqui algumas pérolas destas entrevistas:


Guto Bozetti (O Rei Vanderlei): …Nessa época eu ainda morava com a minha mãe, passava o dia inteiro trancando no meu quarto desenhando e ela vira e mexe passava na porta do quarto até que um dia veio me perguntar: “meu filho, por que você faz o mesmo desenho?…”.


Marão (O arroz nunca acaba): No meu filme os personagens não tem roupas, não tem cabelos e só tem três dedos. São tantos desenhos que tirando dois dedos às vezes chego a economizar um mês de trabalho.

Allan Sieber (Deus é pai): …O filme foi feito em 15 dias e custou o preço de um sanduíche. Ano que vem vai se pagar.

Pedro Iuá (Sushi Man): Entrei na animação por causa de um professor de física. Conheci o Anima Mundi passei uma semana lá, e não consigo mais largar a animação. Meu filme demorou 3 anos para ficar pronto, e o maior presente é o texto, do meu pai.

Claudio Roberto (Os Tres Porquinhos) : A animação foi feita toda em caneta esferográfica sobre papel, depois montada no computador.

Ale Abreu (Sirius): Meu primeiro curta, exibido no primeiro Anima Mundi em 1993. Foi escrito para uma historia em quadrinhos quando eu tinha 17 anos, feito com técnicas tradicionais de animação, com acetado transparentes xerocados e pintados no verso com tinta látex, cenários pintados em guache, fotografias.

Leo Ribeiro (Andar Superior): O Teotônio Flanela foi feito por um ator cristão, que fez a voz sem saber que o personagem era o demônio… quando descobriu ficou chateado. A produção ficou tão intensa que quando acabamos de o curta, fomos fazer a despedida no cemitério enterramos os personagens, rolou até uma coroa de flores….

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