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No dia das mulheres, todos os olhares se voltam para a luta e representatividade histórica desse dia. E nossa forma de fazer uma homenagem é mostrando que lugar de mulher, é onde ela quiser. E, claro, a animação não poderia ficar de fora dessa lista, seja em personagens fortes ou excelentes e talentosas criadoras.

E por aqui, comprovamos diariamente esse talento, já que entre nossos diretores, temos duas mulheres: Lea Zagury e Aida Queiroz. Então, hoje relembramos algumas animadoras que já cruzaram sua história com a do Anima Mundi de alguma forma. Se você sentiu falta de algum nome, deixe pra gente nos comentários!

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A alemã Lotte Reiniger, foi uma das primeiras mulheres a se destacar como animadora. Ela é autora do primeiro longa europeu de animação, “The Adventures of Prince Achmed” (1926), e inventora da técnica de marionetes com silhuetas.

Caroline Leaf, grande animadora de técnicas como areia e pintura no vidro, esteve conosco em 1997 e fez nosso cartaz em 2001. Falando em catálogo, Joanna Quinn foi a criadora da nossa arte de 2005. Michaela Pavlatova é outra artista muito importante na história do nosso Festival. A animadora Tcheca, indicada ao Oscar em 1992, aborda com muita coragem temas omo a sexualidade feminina. Ela ainda fez um dos nossos posteres em 2003.

Outra animadora que explora o ponto de vista feminino em criações eróticas é Signe Baumane. Seus filmes ainda causam polêmica mas, ao mesmo tempo, quebram tabus e preconceitos.

Vale citar ainda Joan Gratz, vencedora do OSCAR em 1994 com “Monalisa Descending a Staircase” e nossa convidada no mesmo ano, Janet Pelrman, convidada em 2004 e Judith Gruber-Stitzer, que também foi nossa convidada.

<Miwa Matreyek, além de animadora, é perfomer e faz um trabalho lindo de animação onde ela mesma interage na cena. Ela esteve no nosso Festival em 20011 e 2014, onde fez performances que desafiavam os limites entre o que era e não era real.

 

Ruth Lingford, Sayoko Kinoshita, Wendy Tilbe, Amanda Forbes, Isabel Herguera e EriKa Russel também estiveram no nosso Festival em diferentes anos e, com certeza, contribuíram para a história da animação, do Anima Mundi e de todas as pessoas que puderam vê-las nos nossos Festivais.

Outros nomes que precisam ser citados pela relevância no mercado mundial de animação: Alison de Vere, Karen Aqua, Amy Kravitz, Candy Guard, Debra Solomon, Kathie Rose (pioneira de performances com animação), Claire Parker, Emily Hubley, Faith Hubley, Nina Paley, Debra Solomon e Christine Panuska.

A brasileira mais premiada

Para finalizar essa homenagem, não poderíamos deixar de citar a animadora brasileira mais premiada no nosso Festival: Rosana Urbes. Seu filme, “Guida”, venceu cinco prêmios na edição de 2014: Melhor Curta Brasileiro pelos Júris Populares paulista e carioca, Melhor Curta-Metragem entre os paulistanos, o Prêmio Canal Brasil e o Prêmio BNDES.

 

UPDATE

No Festival Anima Mundi 2016, mais uma animadora se destacou entre todos os curtas brasileiros exibidos: Rosária. A Capixaba que contou na animação “O projeto o meu pai” a história da sua relação com o pai levou quatro prêmios: Melhor curta no Rio de Janeiro, Prêmio Canal Brasil, Prêmio BNDES e Melhor Curta Brasileiro.