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Anima Mundi

Na semana passada contamos um pouco da história do Jorge Gutierrez, animador que criou a ilustração tema do Festival Anima Mundi desse ano. Mas, faltou saber um pouquinho mais sobre a inspiração da arte, não é mesmo? Por isso a gente fez uma entrevista com ele. Confira abaixo:

O que você viu no Brasil (Jorge esteve no Anima Mundi no ano passado) que inspirou o seu trabalho?

  • Ver um trabalho tão vibrante dos meus amigos latino-americanos encheu meu coração de inspiração. Meus maiores presentes do Festival foram um DVD do filme “O menino e o mundo” assinado pelo Alê Abreu e um DVD do chileno “História de um urso”.  E assistir “Festa no Céu” no cinema, junto com uma audiência brasileira, me fez chorar com a recepção calorosa do público com o filme. Foi um dos melhores momentos da minha vida.

 

Você usou essa inspiração para criar a arte do Festival Anima Mundi desse ano?

  • Sem dúvida. Inclusive, inspirou na criação do filme que estou desenvolvendo agora. Um dos personagens, por exemplo, é brasileiro.

 

Como a sua cultura (Jorge é mexicano) influencia no seu trabalho?

  • Eu não moro mais no México, então eu sinto muita falta da nossa cultura e finalmente a valorizo mais. A cultura mexicana é a base para a criação das minhas histórias, mas eu sinceramente quero torná-la universal. Eu sou apenas mais um fruto na gigante árvore da animação mexicana.

 

Quais artistas te inspiram?

  • Em animação: Guillermo del Toro, Sergio Aragones, Miguel Covarrubias, Quino, Miyazaki, Sergio Leone, Mary Blair, Picasso, Basquiat, Tarantino, Tim Burton, Maurice Noble, Jules Engel. A lista não tem fim!
    Eu me inspiro também buscando na internet o que a nova geração tem criado, especialmente na América Latina.

 

Como você mistura as referências da sua cultura com outras coisas que você vê, tanto nos Estados Unidos, quanto em outros lugares que visita?

  • Bom, como mexicano, eu não gosto apenas de coisas mexicanas. Mas também de vários outros artistas. Eu posso pegar coisas de todos os lugares do mundo e transformá-las em minhas. Nós somos o que nos inspiram. Eu apenas uso mais ingredientes mexicanos nas minhas misturas.

 

O que você mais gostou no Brasil e no Festival Anima Mundi?

  • Além da comida inacreditável, estar com tantos artistas e criadores inspiradores foi revigorante. O mercado de animação brasileiro parece estar explodindo de talentos. Eu estava sempre vibrando com trabalhos sinceros e incríveis, feitos muitas vezes com poucos recursos, mas com uma tonelada de capacidade. Viva o Brasil!

 

E, finalmente, qual foi sua inspiração para a ilustração que você criou para o Festival Anima Mundi desse ano?

  • Eu estive no Brasil com minha esposa e meu filho de seis anos e, em uma noite, fomos convidados, juntos com todos os convidados do festival, para ir a um samba. Meu filho estava cansado, então decidimos não ir. Então, a arte do Festival é o que eu imagino como teria sido aquela festa. O jaguar feliz que está cantando é verde por causa das cores da bandeira do Brasil. Ele representa a alegria que senti quando estive no Anima Mundi.

 

post-jorge

E aí, curtiu a entrevista? A gente só pode agradecer ao Jorge por esse papo tão divertido. 😉

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