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Anima Mundi

Até onde vai a responsabilidade de um artista por sua obra? É importante apenas fazer um trabalho de qualidade ou é essencial que ele também esteja de acordo com os princípios e valores de quem o criou?

Scott Benson, animador autoral com obras de destaque no momento, como Man And Cat At The End Of The World, colocou esta discussão em pauta ao lançar no seu canal do Vimeo a animação Rebranding. Neste curta, Benson “promove” a segregação, utilizando uma estética limpa, bela e infantil. Ele quase te convence que a intolerância é um bom caminho.

No final do vídeo, entretanto, o autor lança perguntas como “O que você está vendendo?”. Scott prolonga o debate em uma entrevista para o site Motionographer:

“Como artistas, animadores, designers e outros criativos, muitas vezes somos chamados a emprestar os nossos talentos e habilidades para dar uma cara nova a um produto, uma empresa, ou uma ideia. Fazemos anúncios de campanhas políticas e comerciais de refrigerantes. Doamos nosso tempo para promover pequenas coisas que nos fazem sentir bem e trabalhamos para a reformulação de algumas das piores corporações do mundo.”

Ilustra de Scott Benson

Uma das ilustrações autorais de Scott Benson, seu retrato de uma baleia

No ANIMA MUNDI há a categoria de Melhor Portifólio, em que são selecionadas as melhores animações feitas “por encomenda” para algum cliente, seja um clipe para uma banda ou uma publicidade para uma empresa.

O filme que levou o segundo lugar da categoria Portifólio em 2009 foi a propaganda da Coca-Cola, intitulada Videogame, da dupla Smith & Foulkes. A animação tem qualidade técnica, uma paródia estética dos videogames, além de um roteiro interessante. Muitas pessoas criticam as ações tomadas pela empresa Coca-Cola, mas isso exclui as qualidades da animação ganhadora do ANIMA MUNDI?

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