ANIMEMÓRIA
2006

Vinheta

Catálogo

Ilustração do Ano

Depois do imenso sucesso da personagem Berry, a gordinha criada pela animadora britânica Joanna Quinn que encantou a platéia na vinheta de Anima Mundi 2005, a vinheta desse ano traz como estrela o personagem Cão de Guarda (Guard Dog), criado pelo americano Bill Plympton.

Galeria de Fotos

Destaques

O público total da edição de 2006 do Anima Mundi ultrapassou a casa dos 100 mil participantes no Rio de Janeiro e em São Paulo. Este ano, foram exibidos 433 filmes e vídeos de animação de 40 países diferentes.

A imagem gráfica que representou o festival foi criada por Bill Plympton, nosso convidado especial em 1994. O neurótico cão guardião (The Guard Dog) é um dos personagens mais conhecidos dos filmes mais recentes de Bill e ganhou um toque brasileiro na vinheta com a animação de Marão.

No Rio, aconteceu mais uma edição do Fórum Brasil, evento promovido em parceria com a ABCA (Associação Brasileira de Cinema de Animação), onde profissionais de animação presentes debateram com representantes de áreas culturais temas atuais e relevantes do dentro do cenário brasileiro de animação.

Em São Paulo, aconteceu o Anima Fórum, que além de discutir políticas de mercado, focou em um debate sobre a inclusão das produções brasileiras no mercado internacional através de co-produções.

Palestras
O historiador John Canemaker programou duas palestras imperdíveis para o público dessa edição do Anima Mundi. “A Arte e a Magia de Mary Blair”, sobre a diretora de arte dos estúdios Disney nas décadas de 1940 e 1950, responsável pelo design de cenas memoráveis de “Cinderela” (1949), “Alice no País das Maravilhas” (1951) e “Peter Pan” (1953).

A segunda abordou o trabalho de Winsor McCay, criador de “Little Nemo in Slumberland”, a genial história em quadrinhos concebida em 1905, e autor dos filmes “Little Nemo” (1911), “How a Mosquito Operates” (1912), “Gertie the Dinosaur” (1914) e “The Sinking of the Lusitânia” (1918).

Animation UK
O dia dedicado à animação produzida no Reino Unido apresentou destaques do British Animation Awards, o principal evento de animação do Reino Unido.

O festival doentio e contorcido de Spike & Mike “Sickand Twisted Animation Festival”, sucesso nos EUA e Canadá desde 1990, estreou este ano no Anima Mundi em uma sessão especial. Mais uma vez, o Cartoon Network apresentou uma sessão especial que trouxe em primeira mão as novidades do canal.

Workshop
O premiado animador canadense Richard Reeves apresentou “Animação Direto Na Película”. Os alunos realizaram um filme no qual animaram a imagem e o som pintando e rabiscando diretamente sobre a película de filme.

Convidados

TV Pinguim (Brasil)

Célia Catunda e Kiko Mistrorigo, criadores da TV Pinguim, apresentaram algumas produções realizadas pelo estúdio para o cinema, internet e TV, incluindo programas criados para o público infantil e exibidos nas TVs Bandeirantes, Globo, Futura, TVE, Cartoon Network e Cultura.

Eles falaram sobre as possibilidades de produção de séries animadas para os mercados internacional e brasileiro. Sua experiência na criação das séries Peixonauta e Magnitka, que co-produzidas com estúdios canadenses, serviu como base para a excelente palestra.

Mackinnon & Saunders (Reino Unido)

O estúdio inglês é reconhecido como um dos melhores do mundo na criação de bonecos para animação em stop-motion. Ian Mackinnon, um de seus fundadores, mostrou como são fabricados os bonecos, com suas delicadas articulações, e as técnicas utilizadas durante a animação.

Mackinnon & Saunders traz em seu portfólio filmes como o premiado curta “The Sandman”, indicado ao Oscar em 1993, além de comerciais, produções infantis para TV e trechos de longas consagrados como “Marte Ataca!” e “A Noiva Cadáver”. Para este, o estúdio desenvolveu bonecos com uma mecânica bastante sofisticada, que gera expressões faciais muito sutis e convincentes capazes de emocionar o espectador.

Gil Alkabetz (Israel/Alemanha)

O talentoso animador israelense apresentou uma retrospectiva de seu trabalho, que inclui curtas premiadíssimos como “Yankale”, “Rubicon” e “Morir de Amor”. Gil utiliza o som como um recurso narrativo importante que valoriza o humor irônico presente em seus filmes.

Característica essa que cativa o público e o faz perceber também com humor a visão pessimista do autor sobre a vida. Ele também contou sobre sua trajetória como designer e ilustrador até finalmente ser reconhecido como um dos mais consagrados animadores da atualidade. Atualmente realiza trabalhos para TV, comerciais e filmes em seu estúdio Sweet Home Studio.

John Canemaker (EUA)

O coordenador do departamento de animação da Tisch School of Visual Arts em Nova York escreveu onze livros sobre a história da animação e inúmeros artigos para o New York Times. Como animador, é conhecido por desenvolver temas que abordam questões sérias e dramáticas vivenciadas pelo ser humano.
Um bom exemplo é “The Moon and the Son”, vencedor do Oscar em 2006 que retrata um diálogo imaginário com seu pai. “You Don’t Have to Die”, vencedor do Oscar em 1988, mostra a experiência de um menino de apenas oito anos que possui um câncer incurável.

“Break the Silence: Kids Against Child Abuse” dá forma e cor aos sentimentos de crianças vítimas de violência doméstica. Algumas de suas obras integram o acervo do Museu de Arte Moderna em NY. John também apresentou duas palestras sobre Winsor McCay e Mary Blair, dois autores clássicos da animação americana.

Kihachiro Kawamoto (Japão)

Kawamoto falou sobre sua experiência com animação de bonecos ao longo dos últimos 50 anos aprendida com o mestre Tadahito Mochinaga e com o animador tcheco Jiri Trinka. Seus trabalhos têm forte influência das tradições dos teatros Nô e Kabuki e demonstram um estilo próprio e poético, bem representado nos magníficos “Dojoji Temple” (1976), “House of Flames” (1979) e em seu último longa, o arrebatador “Shisha no Sho” (O Livro dos Mortos), exibido em sessão especial no festival.

Kawamoto ainda apresentou “Winter Days”, um belo e singular longa metragem produzido por ele com a colaboração com mestres da animação japonesa e internacional. A estrutura do filme é baseada no “renku”, um estilo japonês de poesia em que haicais diferentes são encadeados.

Prêmios Júri Profissional

Melhor Direção de Arte:
1º – “Dreams and Desires – Family Ties”, Joanna Quinn, Reino Unido
2º – “História Trágica com Final Feliz”, Regina Pessoa, Canadá/França/Portugal
3º – “Jona/Tomberry”, Rosto, Holanda

Melhor Animação:
1º – “Dreams and Desires – Family Ties”, Joanna Quinn, Reino Unido
2º – “Creature Comforts – Monarchy Business”, Richard Goleszowski, Reino Unido
3º – “Guide Dog”, Bill Plympton, EUA

Melhor Trilha Sonora:
1º – “Mr. Schwartz, Mr. Hazen & Mr. Horlocker”, Stefan Mueller, Alemanha
2º – “História Trágica com Final Feliz”, Regina Pessoa, Canadá/França/Portugal
3º – “Guide Dog”, Bill Plympton, EUA

Melhor Roteiro:
1º – “Flatflife”, Jonas Geirnaert, Bélgica
2º – “Mr. Schwartz, Mr. Hazen & Mr. Horlocker”, Stefan Mueller, Alemanha
3º – “Capelito Mata-Moscas (Capelito Mosqueado)”, Rodolfo Pastor, Espanha

Prêmios Júri Popular

Melhor Curta-Metragem RJ
RJ
1º – “First Flight”, Cameron Hood e Kyle Jefferson, EUA
2º – “Guide Dog”, Bill Plympton, EUA
3º – “Mr. Schwartz, Mr. Hazen & Mr. Horlocker”, Stefan Mueller, Alemanha

SP

Melhor Primeira Obra RJ/SP:
RJ
1º – “Mr, Schwartz, Mr. Hazen & Mr. Horlocker”, Stefan Mueller, Alemanha
2º – “Citoplasmas en Medio Acido”, Iborra. Gautier e Puertas, Espanha
3º – “Bow Tie Duty for Squareheads”, Stephan-Flint Müller, Alemanha

SP
1º – “Mr. Schwartz, Mr. Hazen & Mr. Horlocker”, Stefan Mueller, Alemanha
2º – “Citoplasmas en Medio Acido, Iborra, Gautier e Puertas, Espanha
3º – “Flatflife”, Jonas Geirnaert, Bélgica

Melhor Curta Infantil RJ e SP:
RJ
1º – “Minhocas”, Paolo Conti, Brasil
2º – “Kater”, Tine Kluth, Alemanha
3º – “A Sopa de Abi (Abi’s Soup)”, Alfredo Lammie, Panamá/Espanha

SP
1º – “Minhocas”, Paolo Conti, Brasil
2º – “A Sopa de Abi (Abi’s Soup)”, Alfredo Lammie, Panamá/Espanha
3º – “A Cobrinha Míope (The Little Short-Sighted Snake), Aina Järvine e Meelis Arulepp, Estônia

Melhor Animação em Curso RJ/SP:
RJ
1º – “Versus”, François Caffiaux, Romain Noel e Thomas Salas, França
2º – “Psicho”, Libor Pixa, República Tcheca
3º – “Grhaenpa”, Manuel Quinto e Nicolas Vion, França

SP
1º – “Grahaenpa”, Manuel Quinto e Nicolas Vion, França
2º – “Versus”, François Caffiaux. Romain Noel e Thomas Salas, França
3º – “Propaganda”, Vinicius Oppido, Brasil

Melhor Animação Brasileira RJ/SP:
RJ
1º – “Pax”, Paulo Munhoz, Brasil
2º – “Engole Duas Ervilhas”, Marão, Diego Stoliar, Alessandro Monnerat, Eduardo Perdido, Thomas Larson, Pedro Iuá e Rosaria, Brasil
3º – “Montanha Russa de Pobre”, Radamés Araujo, Brasil

SP
1º – “Pax”, Paulo Munhoz, Brasil
2º – “Tyger”, Guilherme Marcondes, Brasil
3º – “Propaganda”, Vinicius Oppido, Brasil

Melhor Portfólio RJ/SP:
RJ
1º – “Sexteens”, Juan Pablo Zaramella, Argentina
2º – “Ter Waiting Beauty”, Smith & Foulkes, Reino Unido
3º – “Vodafone Mayfly”, Darren Walsh e Peter Thwaites, Reino Unido

SP
1º – “Sexteens”, Juan Pablo Zaramella, Argentina
2º – “Gorillaz – Feel Good Inc.”, Pete Candeland e Jamie Hewlett, Reino Unido
3º – “Vodafone Mayfly”, Darren Walsh e Peter Thwaites, Reino Unido

Prêmnio Núcleo de Cinema de Animação em Campinas

“Propaganda”
Guilherme Marcondes
Brasil

Demais Prêmios

Prêmio Cyber Júri Popular & Prêmio Cyber Júri Profissional
“Tinco, Tlinta e Tinco!”
Alexandre Velloso e Sergio Castelo Branco
Brasil

Prêmio da Direção de Anima Mundi
“Tyger”
Guilherme Marcondes
Brasil

Prêmio Cyber Júri Popular
“GLUP!”
Gabriela Carolina Dreher de Andrade
Brasil

Prêmio Cyber Júri Profissional
“PC Celular”
Renato Andrade e Thomas Larson
Brasil

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