ANIMEMÓRIA
1993

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O Anima Mundi é um sonho antigo de um grupo de animadores brasileiros: Marcos Magalhães, Aída Queiroz, César Coelho e Léa Zagury.

Os quatro se conheceram em 1985, durante um curso de animação que a antiga Embrafilme realizou em parceria com o National Film Board (NFB), do Canadá. Marcos foi um dos coordenadores do curso, ao lado dos canadenses Jean Thomás Bedard e Pierre Veilleux.

No Centro Técnico Audiovisual da Avenida Brasil o grupo animava, pesquisava e assistia ao material do NFB, ao mesmo tempo em que conversava sobre o futuro da animação no Brasil, que encontrava dificuldades para se estabelecer. Sete anos mais tarde voltariam a se encontrar. Resolveram então criar um projeto que expandisse as possibilidades de um mercado de animação no país.

O Centro Cultural Banco do Brasil logo acolheu o projeto e assim, com uma participação ativa do público carioca, foi criado o primeiro Festival Internacional de Filmes e Vídeos de Animação do Brasil. Em um grande panorama da produção brasileira dos anos 80/90, a platéia teve a oportunidade de redescobrir curtas premiados e consagrados, tanto dentro quanto fora do Brasil.

Produções do Canadá, Inglaterra, Estados Unidos, Rússia e Holanda tiveram participação destacada, com sessões especiais para cada país. Entre os preferidos do público estavam os canadenses “The Big Snit” de Richard Condie, “Two Sisters” de Caroline Leaf, “The Lump” de John Weldon, “No Problem” de Craig Welch e “Strings” de Wendy Tilby; além dos ingleses “Creature Comforts” de Nick Park e “The Village” de Mark Baker.

Destaque ainda para o russo “The Hunter” de Mikhail Aldashin; para os holandeses “Oh What a Night” de Paul Driessen e “The Characters” de Evert de Beijer; além dos americanos realizados em computação gráfica “Gas Planet” de Eric Darnell e “Tin Toy” de John Lasseter.

Como atração especial, foi realizada a Mostra de Filmes do Departamento de Animação Experimental da California Institute of Arts (CalArts), uma das pioneiras no gênero. Foram apresentados ainda filmes infantis da série “Direitos do Coração”, desenvolvida pelo NFB para a Convenção da ONU sobre o Direito das Crianças.

Foi o início também das sessões de Curtas em Vídeo, Computação Gráfica e Portfólio, com participação das produtoras Maurício de Souza, Daniel Messias e Briquet. Além das estrangeiras Pixar, ILM, PDI, Rhythm & Hues, Xaos, Metrolight, Mr. Film, Stargate, Hanna Barbera, Warner Bros e MTV International.

O primeiro Workshop de Animação foi oferecido por César Coelho e contou com a participação de David Silverman, dos Simpsons. No final do festival foi exibido um filme 16mm em preto e branco, produzido pelos participantes.

Junto com o Anima Mundi nasceu também o Estúdio Aberto, no qual milhares de participantes tiveram a oportunidade de criar movimentos com o zootrópio ou desenhar diretamente na película, em pleno hall do CCBB.

Em paralelo ao evento, uma bela exposição de cenários e originais de filmes, brasileiros e estrangeiros, acontecia na Funarte.

O sonho estava apenas começando…

Convidados

Paul Driessen (Holanda)

O mestre holandês fascinou o público com seu humor refinado e original. Já seu compatriota Nico Crama, também conhecido como o “expert”, trouxe informações preciosas sobre como organizar uma produção autoral independente.

David Silverman (Estados Unidos)

Diretor e produtor da série “Os Simpsons”, encantou uma multidão de fãs falando mais sobre um dos maiores fenômenos de audiência da história da televisão.

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