Amid Amidi é bem conhecido por escrever no imprescindível site Cartoon Brew (www.cartoonbrew.com), lançado em 2004 em parceria com Jerry Beck - autor e historiador da animação como ele.
Em 1996, Amidi criou o pioneiro site sobre animação “Animation and Cartoon Heaven”, que dois anos depois se tornou o “Animation Blast” (www.animationblast.com), uma revista sobre animação com versão impressa até sua 9° edição. Em 1998, Amidi tornou-se editor associado da "Animation World Magazine", a primeira publicação mensal na web sobre animação.
Amid publicou "The Art of Robots" sobre o processo de criação do longa "Robots" da Blue Sky / Fox e editou "Inside UPA", uma compilação de fotografias inéditas do lendário estúdio de animação.
O papo animado de Amid se baseou em seu premiado livro "Cartoon Modern: Style and Design in Fifties Animation", apresentando filmes e slides dos mais importantes e influentes filmes dos anos 50.
Anélio Latini Filho e Mário Latini foram os autores de "Sinfonia Amazônica", o primeiro longa-metragem de animação brasileiro, iniciado em 1947 e lançado em 1952. Ainda adolescentes, os irmãos se iniciaram no desenho animado fazendo juntos o curta-metragem "Azares de Lulu". Mário começou a trabalhar no setor de cinema do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) em 1940, e Anélio fez a sua primeira exposição coletiva de pintura em 1946.
Filmado em preto & branco, a partir de um argumento do folclorista Joaquim Ribeiro, "Sinfonia Amazônica" narra sete lendas do Amazonas, com personagens como o malandro Jabuti, exímio tocador de flauta, a Cobra Grande, mãe de todas as águas, o Urutáu, pássaro apaixonado pela Lua, e o Curupira, o protetor da floresta. Anélio fez praticamente sozinho os cerca de 500 mil desenhos (entre croquis, artes-finais, cenários e desenhos definitivos em folhas de acetato ou papel opaco), filmados pelo irmão Mário utilizando uma câmera Ernemann Krupp.
Um divertido documentário, narrado pelo ilustre radialista Almirante, serve de introdução ao filme e mostra os incríveis detalhes da heróica produção, que levou seis anos para ser finalizada e lançada.
Em 1968, Anélio iniciou outro longa animado, "Kitan do Amazonas", dessa vez a cores, mas a produção foi interrompida e infelizmente nunca concluída. O Papo Animado foi apresentado por Márcia Latini, filha de Mário, que falou da trajetória desses grandes pioneiros da animação brasileira e da luta para preservar e restaurar o que restou da obra deles.
Michel Ocelot nasceu em 1943 na Côte d'Azur, França, mas passou a infância em Guiné, oeste da África. O convívio com outra cultura certamente influenciou sua trajetória artística e sua predileção pelas fábulas. Ocelot é um exímio narrador. Seus príncipes, princesas, fadas, feiticeiras e o famoso menino africano Kirikou, que já nasce falando, encantam platéias de todas as idades.
Para elaborar seus roteiros, que valorizam as diferenças étnicas, religiosas e culturais, Ocelot parte de referências estéticas e dos contos tradicionais de outras culturas. Formou-se em Artes na École régionale des Beaux-Arts, em Angers, na École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs, em Paris, e no California Institute of the Arts, em Los Angeles. Iniciou-se na animação fazendo curtas-metragens e séries de TV, como "Gédéon" (1976), "A Princesa Insensível" (La Princesse Insensible, 1986) e "Os Contos da Noite" (Les Contes de la Nuit, 1992). Mas foi o seu primeiro longa-metragem, "Kirikou e a Feiticeira" (Kirikou et la Sorcière, 1998) que tornou o animador conhecido do grande público. O filme conquistou diversos prêmios, entre os quais o Grand Prix em Annecy. Em seguida, Ocelot dirigiu mais três longas: "Príncipes e Princesas" (Princes et Princesses, 2000), "Kirikou e os Animais Selvagens" (Kirikou et les Bêtes Sauvages, 2005) e o épico "Azur e Asmar" (2006), que narra os encontros e as desavenças entre dois meninos de culturas diferentes que são criados por uma mesma mulher. Em 2007, Björk convidou-o para fazer o videoclipe da música "Earth Intruders".
Nesta edição, Anima Mundi também apresentou uma mostra especial dos longas de Ocelot.
A Estônia é um pequeno país em um cantinho da Europa, com menos de um milhão e meio de habitantes. É um reino encantado da animação, onde se produz muitos filmes, alguns deles os mais loucos e inovadores desta linguagem. Priit Pärn tem muita responsabilidade nesta história, pois é o animador estoniano mais célebre e produtivo até hoje, e o inspirador e incentivador de vários outros artistas, dentro e fora de seu país.

Priit Pärn nasceu em 1946 em Tallinn, Estônia. Formado em biologia, trabalhou no jardim botânico local como ecologista de plantas entre 1970 e 1976. Mas desde 1960, Pärn já se dedicava às caricaturas e às ilustrações. No início dos anos 1980, começou a trabalhar como artista gráfico freelancer, realizando dezenas de exposições individuais na Europa e no Canadá. Da caricatura ao cinema de animação foi só um passo. Pärn começou a fazer sua crítica política e existencial através dos seus próprios filmes, com um traço singular e atmosferas surrealistas, como "Breakfast on the Grass" (1987), que critica a burocracia e o autoritarismo da vida soviética. Após ser diretor de arte e de animação da escola Joonisfilm do Tallinnfilm Studio, desde 1994 trabalha no Eesti Joonisfilm Studio. Entre os seus curtas-metragens mais conhecidos e premiados estão: "The Triangle" (1982), "Hotel E" (1992) e "Night of the Carrots" (1998). O estilo de Pärn influenciou várias gerações de animadores estonianos e inspirou produções comerciais americanas, como "Rugrats", do canal Nickelodeon. Seu trabalho mais recente é o longa-metragem "Life Without Gabriella Ferri" (2008). Em 2002, recebeu o prêmio Lifetime Achievement da International Animated Film Association em reconhecimento por sua carreira. Pärn é também professor de animação há dezoito anos, tendo sido diretor de arte do Departamento de Animação da Turku Art Academy na Finlândia entre 1994 e 2007. Desde 2006, é chefe do Departamento de Animação da Estonian Art Academy e atual membro da European Film Academy.
A produtora americana LAIKA veio ao festival especialmente para fazer uma apresentação especial da produção do filme "CORALINE", roteirizado e dirigido por Henry Selick ("O Estranho Mundo de Jack" e "James e o Pessego Gigante") e baseado no livro de Neil Gaiman. Esse foi o primeiro longa-metragem de stop-motion filmado e exibido em projeção estereoscópica 3D. Scott Tom, construtor de bonecos trouxe alguns dos bonecos feitos por ele para o filme e juntamente com Mike Cachuela, co-supervisor de storyboard, conversaram com o publico sobre a complicada produção do filme.
WALT DISNEY ANIMATION STUDIOS APRESENTA "BOLT" (Making Of)! Os Estúdios de Animação Walt Disney dão vida à imaginação através de filmes de animação tradicional e digital. Uma equipe talentosa e diversificada, de todos os cantos do mundo, compartilha a paixão pela criação de filmes belos e memoráveis por meio da arte de narrar, da magia da animação e da tecnologia de ponta.
O brasileiro Renato dos Anjos (Supervisor de Animação) e o catalão Leo Sanchez-Barbosa (Modelador de Personagem) conversaram sobre o processo de criação do personagem principal de "BOLT", desde o conceito de design original ao seu ‘look' final de superherói!

O “Oi Futuro” apresentou uma palestra sobre “Animação para as Novas Mídias”, mostrando suas recentes iniciativas que exploram e aplicam estas novas propostas, como o Cel.U.cine, festival de micrometragens digitais, o projeto Multiplicidade> Imagem_Som_inusitados, que combina música e arte digital contemporânea, e a experiência do NAVE, que integra as mídias digitais e os games à grade de ensino da escola pública.
Neste painel promovemos um encontro entre estas iniciativas e os animadores presentes ao festival, com um debate sobre as melhores formas de explorar as novas mídias e adequar a animação à melhor convergência entre elas.
WorkshopO animador, roteirista e artista de storyboard americano Mike Cachuela apresentou o workshop “A CRIAÇÃO DO SEU FILME”, no qual foram abordados os passos iniciais para a criação de um filme de animação profissional. Cachuela trabalha na LAIKA como em desenvolvimento de roteiro de longas-metragens e foi co-supervisor de storyboard em "Coraline", de Henry Selick. Foi roteirista e artista de storyboard de sucessos como “Os Incríveis”, “Toy Story”, “FormiguinhaZ”, “James e o Pêssego Gigante” e “O Estranho Mundo de Jack”. Também desenvolveu os primeiros tratamentos do roteiro de “Ratatouille”, da Pixar, e supervisionou os storyboards dos longas “A Noiva Cadáver”, de Tim Burton.
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