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Anima Mundi

Ano após ano, o festival Anima Mundi traz animadores de todo o mundo para compartilhar suas experiências com o público brasileiro. São especialistas de diversas áreas e formas de fazer animação. 2016 não poderia ser diferente, e contamos com convidados estrangeiros no Forum, Papo Animado e Sessões Especiais.

Hoje, queremos apresentar os trabalhos de Cassidy Curtis, Marc Jousset, Jacob Frey, Nissim Nusko e Alvaro Ceppi, que marcaram presença no #FestivalAnimaMundi desse ano.

Cassidy Curtis

O americano é diretor técnico de arte e atualmente trabalha para a gigante da computação Google. Lá, ele faz parte do projeto Google Spotlight Stories, que busca desenvolver novas maneiras de contar histórias em 360º, especialmente com animação. Para alcançar os efeitos desejados, eles utilizam suportes de realidade virtual, incluindo cardboards e headsets.

Foi esse projeto que Curtis trouxe para apresentar no Anima Forum, onde contou sobre “Pearl”, um dos curtas do Spotlight Stories e o qual Cassidy assina a direção de arte. Nele, vemos de dentro de um carro a história de um pai e uma filha ao longo dos anos. Os participantes puderam assistir a narrativa com equipamentos de realidade virtual e, assim, experimentar por completo uma história em 360º.

Além disso, ele também fez parte do Lab promovido pela SP Cine. Lá, Curtis se reuniu com diversos animadores e estudantes de animação e discutiu novas tendências do mercado e compartilhou suas técnicas de trabalho.

Curtis também tem longa experiência com a animação mais tradicional, tendo em vista seus muitos anos como animador na PDI, onde foi parte da equipe de projetos de franquias como “Madagascar”, “Como Treinar Seu Dragão” e “Shrek”.
Você também pode experimentar “Pearl” em seu navegador:

 

Jacob Frey

Premiado no Anima Mundi de 2015 com melhor curta infantil, Jacob Frey é um jovem animador que já dirigiu quatro curtas e hoje trabalha para a Disney em projetos como “Zootopia” e “Moana”. Ele veio ao festival esse ano para contar da sua trajetória e suas criações.

No Papo Animado, o alemão contou que começou sua carreira de animador na Film Academy de Baden-Württemberg e lá desenvolveu seu primeiro curta “Bob”, de 2009. É a história de um hamster e sua perseguição inabalável ao objeto de seu desejo. A história, segundo Frey, “foi inspirada no meu próprio hamster, que estava sempre correndo em sua gaiola ao lado do aparelho de TV”.

Ele também contou mais sobre o processo de criação de “The Present”, seu quarto curta, premiado no Festival Anima Mundi do passado. A obra levou mais de um ano para ser finalizada e é baseada na história e quadrinhos de Fábio Coala, um brasileiro. Foi na abertura do festival em São Paulo desse ano, inclusive, que Frey encontrou-se ao vivo com Coala pela primeira vez.

“Quando eu descobri o trabalho do Fábio online eu fiquei impressionado. Na hora eu já sabia que eu precisava adaptar ele em um curta, pois a história era muito forte e interessante. E foi ótimo quando tive a resposta rápida e positiva do Fábio para poder fazer essa animação”, conta Jacob.

Confira “The Present”

Marc Jousset

Animador de longa data e com grandes trabalhos no currículo, Jousset veio participar do Papo Animado para apresentar vários curtas e longa-metragens de sua autoria e de seu estúdio, o Je Suis Bien Content.

Mais conhecido por sua direção de arte na adaptação da história em quadrinhos “Persépolis”, Jousset também já participou de animações como “Avril et Le Monde Truqué”, “Roger”, “Chronicles de La Poisse” e “Last Man”.

Sobre a experiência de coordenar um estúdio, Marc conta que “o desafio principal é conciliar a rentabilidade do estúdio e a capacidade de nos manter criativos e inovadores”.

Nissim Nusko

A última década viu um crescimento intenso do mercado israelense de animação. E o principal palco e plataforma de divulgação desses novos trabalhos é o festival Animix de Tel Aviv, coordenado pelo próprio Nissim Nusko.

Ele veio ao Brasil para apresentar a Mostra Israel, um panorama da produção do país. Entre obras como “Innerviews”, “Not Mine”, “Robin e Villain”, Nusko contou das dificuldades e possibilidades de se fazer animação em um país fora do grande circuito ocidental já estabelecido.

Em sua apresentação, Nusko reforçou o talento dos animadores do país e a variedade das formas com que eles trabalham. O caricaturista também se aprofundou na revolução da animação israelense, não apenas no cinema, mas também para publicidade e video-games. Além disso, comentou da grande dificuldade em reter os jovens animadores no mercado israelense, que acabam sendo atraídos por estúdios americanos e europeus.

Alvaro Ceppi

“Porto Papel” é uma série de muitos países. Realizada no Chile, ela é parte de uma co-produção da Argentina, Colômbia e Brasil (pelo canal Gloob). Ela serve para explicar o processo de criação de um projeto tão latino, que Alvaro Ceppi, o diretor da série, veio ao Anima Forum desse ano.

Ceppi contou como foi a criação de “Porto Papel”, que é feito em stop-motion com papercraft – uma técnica trabalhosa, mas que rende efeitos únicos. Ao público do Forum, ele também mostrou quais foram os passos e as dificuldades para conseguir criar uma co-produção latino-americana.

“Creio que estamos em um grande momento da animação latino-americana: há uma grande quantidade de produção de países de que antes víamos muito pouca coisa. Por exemplo, Chile, Peru, Colômbia, Argentina e Brasil”, explica Ceppi sobre o mercado no nosso continente.

“Ainda que haja uma história anterior, agora há uma grande quantidade de talento profissional e de produção que nos faz esperar um grande futuro. Não há nada que possa impedir a animação latino americana de tomar um lugar dentro do circuito internacional. É só ver o que aconteceu esse ano nos Oscars com “O menino e o mundo” e “Historia de un Oso”, ele realça.

Se você não teve a chance de conhecer nossos convidados especiais, fique de olho nas nossas redes com conteúdos exclusivos do #FestivalAnimaMundi.

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